Permita-me usar de uma ilustração para ajudar a esclarecer este ponto. Suponhamos que eu planeje construir uma garagem para meu automóvel e tenha uma pilha de tábuas que há muito venho guardando para esta finalidade. Decido contratar um carpinteiro para construí-la para mim e peço que ele utilize estas tábuas para a construção. Ele examina a pilha de tábuas e depois de alguns minutos volta dizendo: - Examinei sua pilha de tábuas e tenho más notícias para você. Suas tábuas estão podres. Não há nenhuma boa em toda a pilha! O que foi que ele fez? Acaso ele tentou melhorá-las?. Não! Ele as condenou. Preste atenção no versículo 3 de Romanos 8 e verá que foi isto o que Deus fez com nossa velha natureza - o velho homem. "Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne." Meu carpinteiro condenou minha pilha de tábuas, mas então ele me diz: - Tenho uma boa notícia para você; trouxe a quantidade de madeira nova e boa que você irá precisar para construir sua garagem, e isto não lhe custará absolutamente nada. É um presente. Eu, que havia ficado tão triste quando ele me disse que minha velha pilha de tábuas estava podre, pois dependia dela, vejo agora minha miséria ser transformada em gratidão, e exclamo: - Muito obrigado! Veja a força dos versículos em Romanos 7: "Miserável homem que eu sou!" e em seguida, "Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor" (v. 24,25). Deixei de olhar para mim e olhei para Cristo e, me regozijando naquilo que Ele fez, encontro-me cheio de gratidão.
Temos aquela pilha de madeira podre dentro de nós - a velha natureza - e alguns cristãos tornam-se miseráveis ao se ocuparem com ela e com o desejo constante que ela tem de tomar o controle de seus corpos. Deixemos de olhar para nós mesmos e passemos a dar graças a Deus por nos enxergar em Cristo. "Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." (Rm 8.1). Você está se condenando por ter uma natureza caída? Deus diz que nos vê em Cristo Jesus e "santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (Ef 1.4). É realmente triste descobrir quão má é a velha natureza, mas isto deveria apenas levar-nos a ficar mais agradecidos pela libertação, conhecendo nossa nova posição diante de Deus em razão daquela bendita obra realizada em nosso favor no Calvário.
Deixe-me continuar um pouco mais com a ilustração acerca do carpinteiro. Depois que ele se foi, começo a pensar naquela velha pilha de tábuas. "Será que estarão todas podres mesmo? Talvez exista alguma tábua boa no meio..." e então me ponho a mexer na pilha para ver se existem algumas tábuas que não estejam podres, pois há muito que contava com elas. Naquele momento o carpinteiro chega e pergunta-me o que estou fazendo. Eu explico o quão mal me senti quando ele me disse que toda a pilha de tábuas estava podre. Achei então que poderia encontrar algumas peças em bom estado em seu meio. - Ah! - exclama ele - Você está se aborrecendo sem necessidade. Por que não agradecer simplesmente pela nova pilha de tábuas ao invés de ficar procurando alguma tábua boa entre as velhas? Querido leitor, você tem estado a procurar por algo de bom na velha natureza? Deus já desistiu disso há muito tempo e se você desistir agora será uma pessoa feliz. O carpinteiro pega então um encerado e cobre a velha pilha de tábuas. É evidente que ela não irá melhorar estando sob o encerado, mas ele me diz para eu viver como se ela não estivesse ali. É isto que significa nos considerarmos "mortos para o pecado" (Rm 6.11). Podemos dizer que a velha natureza - o velho homem - não sou mais "eu, mas o pecado que habita em mim". Nossa posição diante de Deus é em Cristo. [continua]
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As 2 naturezas no crente - Parte V - Gordon H. Hayhoe
Existem três coisas importantes que nos são apresentadas aqui. Primeiro devemos aprender esta grande e importante lição "que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7.18). Acaso você já teve algum mau pensamento brotando em sua mente e o repudiou imediatamente dizendo - Nunca pensei que um cristão pudesse pensar desta maneira - ? Se você creu verdadeiramente neste versículo não ficaria surpreso em ver que sua velha natureza (o velho homem) não mudou desde que você foi salvo. Temos que aprender isto. Precisamos entender o que significa. O inimigo de nossas almas, que trabalha naquele velho homem, tenta nos transtornar trazendo-nos maus pensamentos que são correspondidos pela velha natureza. Alguém disse certa vez que seu velho relógio nunca o desapontou porque nunca confiava nele. Você confia em sua velha natureza agora só porque está salvo? Você pensa que pode se colocar nos caminhos das tentações e permanecer confiante? A Bíblia diz: "O que confia no seu próprio coração é insensato" (Pv 28.26). A velha natureza não melhora - nunca! Lembre-se do que é dito, "que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum". Quem disse isto? O amado apóstolo Paulo, um dos homens mais piedosos que já viveu, pois seu velho homem não era nem um pouco melhor do que o de qualquer outro crente.
Preste agora atenção a uma segunda coisa em Romanos 7.20: "Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim". Ele aprendeu que não há nada de bom na carne (no velho homem), mas existe aqui algo de maravilhoso para nos apossarmos. Ele não se refere mais ao velho homem como "eu". Deixe-me dar uma ilustração disto. Suponhamos que exista uma pessoa que acaba de ser salva, tendo deixado muitos de seus velhos pecados pois passou a viver para agradar a Deus. Um dia alguém lhe pede para fazer algo que ele fazia nos seus dias de incredulidade, mas que agora ele sabe ser errado. Ele responde: - Não; eu não quero mais fazer aquilo pois sou um cristão. Porém, após ele haver se recusado, algo acontece. Satanás sussurra em seu ouvido: - Você não disse a verdade; você queria fazer aquilo, e disse ao seu amigo que não queria... Terá ele falado uma mentira? Não! Ele apenas deixou que o inquilino genuíno - o novo homem - atendesse à porta! Acaso a nova vida nele desejava fazer aquilo? Não! O que havia nele que desejava tal coisa? Bem, ele poderia dizer, - Não sou mais eu, mas o pecado que habita em mim. Continuamos a ter aquela velha natureza, mas deveríamos deixar o novo homem atender à porta. Sim, ele disse a verdade, pois o velho homem não é mais "eu", agora é o novo homem o verdadeiro "eu", a vida de Jesus que há em cada crente; a vida que sempre agrada a Deus e não pode pecar. Deixe que sempre o novo homem tome as decisões e elas serão decisões acertadas, pois embora o velho homem esteja em nós, e nunca melhore, ele não é mais o "eu" em sua vida. Que bendito livramento!
Chegamos agora à terceira coisa nos versículos 22-25 de Romanos 7. "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor." Mesmo sabendo daquelas duas coisas que acabamos de considerar, ele mostra que o conflito continua; ele diz que desejo agradar ao Senhor mas este conflito me faz muito infeliz. A natureza caída continua tentando me arrastar para as coisas que são erradas. Mas após dizer "Miserável homem que eu sou!", ele pergunta, "QUEM me livrará do corpo desta morte?" Ele olha para fora de si, para o Senhor Jesus Cristo, em busca de libertação e então tem a pronta resposta. Começa então a dar graças. Isto é de grande importância. Você já tentou expulsar maus pensamentos e acabou por vê-los de volta piores do que nunca? Alguém disse certa vez que se você tentar lutar com um limpador de chaminés, ficará tão sujo quanto ele!
O que Deus está nos dizendo aqui? Que podemos nos desviar daqueles maus pensamentos que vêm por intermédio do velho homem e deixar que o Espírito de Deus, por meio do novo homem, nos ocupe com Cristo. Podemos agradecer a Deus por termos sido introduzidos, pela obra do Senhor Jesus, em uma nova posição perante Ele, onde podemos nos considerar já mortos para o pecado, e onde o novo homem encontra o seu gozo e livramento ao desviar o nosso olhar de nós mesmos para Cristo. [continua]
Preste agora atenção a uma segunda coisa em Romanos 7.20: "Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim". Ele aprendeu que não há nada de bom na carne (no velho homem), mas existe aqui algo de maravilhoso para nos apossarmos. Ele não se refere mais ao velho homem como "eu". Deixe-me dar uma ilustração disto. Suponhamos que exista uma pessoa que acaba de ser salva, tendo deixado muitos de seus velhos pecados pois passou a viver para agradar a Deus. Um dia alguém lhe pede para fazer algo que ele fazia nos seus dias de incredulidade, mas que agora ele sabe ser errado. Ele responde: - Não; eu não quero mais fazer aquilo pois sou um cristão. Porém, após ele haver se recusado, algo acontece. Satanás sussurra em seu ouvido: - Você não disse a verdade; você queria fazer aquilo, e disse ao seu amigo que não queria... Terá ele falado uma mentira? Não! Ele apenas deixou que o inquilino genuíno - o novo homem - atendesse à porta! Acaso a nova vida nele desejava fazer aquilo? Não! O que havia nele que desejava tal coisa? Bem, ele poderia dizer, - Não sou mais eu, mas o pecado que habita em mim. Continuamos a ter aquela velha natureza, mas deveríamos deixar o novo homem atender à porta. Sim, ele disse a verdade, pois o velho homem não é mais "eu", agora é o novo homem o verdadeiro "eu", a vida de Jesus que há em cada crente; a vida que sempre agrada a Deus e não pode pecar. Deixe que sempre o novo homem tome as decisões e elas serão decisões acertadas, pois embora o velho homem esteja em nós, e nunca melhore, ele não é mais o "eu" em sua vida. Que bendito livramento!
Chegamos agora à terceira coisa nos versículos 22-25 de Romanos 7. "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor." Mesmo sabendo daquelas duas coisas que acabamos de considerar, ele mostra que o conflito continua; ele diz que desejo agradar ao Senhor mas este conflito me faz muito infeliz. A natureza caída continua tentando me arrastar para as coisas que são erradas. Mas após dizer "Miserável homem que eu sou!", ele pergunta, "QUEM me livrará do corpo desta morte?" Ele olha para fora de si, para o Senhor Jesus Cristo, em busca de libertação e então tem a pronta resposta. Começa então a dar graças. Isto é de grande importância. Você já tentou expulsar maus pensamentos e acabou por vê-los de volta piores do que nunca? Alguém disse certa vez que se você tentar lutar com um limpador de chaminés, ficará tão sujo quanto ele!
O que Deus está nos dizendo aqui? Que podemos nos desviar daqueles maus pensamentos que vêm por intermédio do velho homem e deixar que o Espírito de Deus, por meio do novo homem, nos ocupe com Cristo. Podemos agradecer a Deus por termos sido introduzidos, pela obra do Senhor Jesus, em uma nova posição perante Ele, onde podemos nos considerar já mortos para o pecado, e onde o novo homem encontra o seu gozo e livramento ao desviar o nosso olhar de nós mesmos para Cristo. [continua]
As 2 naturezas no crente - Parte III - Gordon H. Hayhoe
Nicodemos deveria saber, como mestre em Israel, que toda a história de sua nação provou que, apesar de tudo o que Deus havia feito para eles como nação, seus corações endurecidos permaneceram inalterados. No futuro, quando Deus finalmente introduzi-los na bênção, Ele irá tirar "da sua carne o coração de pedra" e dar a eles "um coração de carne" (Ez 11.19). Então nascerá a nação "de uma só vez" (Is 66.8). Quando Nicodemos perguntou "Como pode ser isso?" (Jo 3.9), o Senhor lhe mostrou duas coisas importantes. Primeiro Ele falou da glória da Sua Pessoa pois, ao mesmo tempo em que falava com Nicodemos, Ele estava também no céu, conforme diz: "Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu" (Jo 3.13). Ele é Deus tanto quanto Homem, e o valor da Sua obra está na glória da Sua Pessoa. É por Ele ser Deus que pode ser nosso Salvador (Is 43.10,11). Em seguida Ele falou da Sua obra na cruz como o Filho do Homem sendo levantado ali para os pecadores. Fora dessas duas coisas não há bênção para o homem caído, e foi por essa razão que o Senhor proferiu em seguida aquelas benditas e maravilhosas palavras: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).
Vemos então como o Senhor estava apresentando a Nicodemos a necessidade de ser nascido de novo, a necessidade de receber uma nova vida, e também mostrando a ele que a velha natureza não pode ser aperfeiçoada. Aquela velha natureza é chamada de "velho homem". Em Efésios 4.21-24 vemos que "se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade". Também em Colossenses 3.3,4 encontramos: "Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória". E ainda em 1 João 3.9, "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus". No capítulo 3 de João vimos a necessidade do novo nascimento, e aqui nestas passagens vemos o que Deus diz a respeito do velho homem e do novo homem.
Qual é a conseqüência de alguém ser nascido de Deus? Bem, após você haver colocado sua confiança no Senhor Jesus Cristo, seu corpo torna-se como uma casa com dois inquilinos. Antes disso você tinha só uma natureza, a natureza caída com a qual nascemos neste mundo. Mas o Senhor Jesus disse que a menos que venhamos a nascer de novo não poderemos entrar no reino de Deus. Portanto, quando depositamos nossa confiança nEle, Ele nos dá uma nova vida, e essa vida, conforme podemos aprender daqueles versículos que acabamos de citar, é criada "em verdadeira justiça e santidade." Trata-se da vida de Cristo e essa não pode pecar. Quão maravilhoso é isto! Não significa que o velho homem foi aperfeiçoado, pois ele ainda "se corrompe pelas concupiscências do engano", conforme acabamos de ler. O velho homem sempre age do mesmo modo pois "o que é nascido da carne é carne" (Jo 3.6), e mais uma vez o Senhor volta a dizer: "O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita" (Jo 6.63). Podemos ver que se o velho homem (o velho inquilino) detém o domínio em nosso corpo, então pecamos. O fato de Deus prover sempre o suficiente para sermos restaurados não é desculpa para pecarmos. Deus cuida de nós em todos os aspectos, tanto no que diz respeito aos nossos pecados quanto naquilo que se refere à natureza que os produz, e Seu desejo é que conheçamos e desfrutemos de Sua graciosa provisão. [continua]
Vemos então como o Senhor estava apresentando a Nicodemos a necessidade de ser nascido de novo, a necessidade de receber uma nova vida, e também mostrando a ele que a velha natureza não pode ser aperfeiçoada. Aquela velha natureza é chamada de "velho homem". Em Efésios 4.21-24 vemos que "se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade". Também em Colossenses 3.3,4 encontramos: "Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória". E ainda em 1 João 3.9, "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus". No capítulo 3 de João vimos a necessidade do novo nascimento, e aqui nestas passagens vemos o que Deus diz a respeito do velho homem e do novo homem.
Qual é a conseqüência de alguém ser nascido de Deus? Bem, após você haver colocado sua confiança no Senhor Jesus Cristo, seu corpo torna-se como uma casa com dois inquilinos. Antes disso você tinha só uma natureza, a natureza caída com a qual nascemos neste mundo. Mas o Senhor Jesus disse que a menos que venhamos a nascer de novo não poderemos entrar no reino de Deus. Portanto, quando depositamos nossa confiança nEle, Ele nos dá uma nova vida, e essa vida, conforme podemos aprender daqueles versículos que acabamos de citar, é criada "em verdadeira justiça e santidade." Trata-se da vida de Cristo e essa não pode pecar. Quão maravilhoso é isto! Não significa que o velho homem foi aperfeiçoado, pois ele ainda "se corrompe pelas concupiscências do engano", conforme acabamos de ler. O velho homem sempre age do mesmo modo pois "o que é nascido da carne é carne" (Jo 3.6), e mais uma vez o Senhor volta a dizer: "O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita" (Jo 6.63). Podemos ver que se o velho homem (o velho inquilino) detém o domínio em nosso corpo, então pecamos. O fato de Deus prover sempre o suficiente para sermos restaurados não é desculpa para pecarmos. Deus cuida de nós em todos os aspectos, tanto no que diz respeito aos nossos pecados quanto naquilo que se refere à natureza que os produz, e Seu desejo é que conheçamos e desfrutemos de Sua graciosa provisão. [continua]
As 2 naturezas no crente - Parte II - Gordon H. Hayhoe
Nicodemos veio ao Senhor com a intenção de aprender alguma coisa. Sem dúvida alguma o Senhor Jesus era e é um mestre maravilhoso, mas o que o pecador precisa, antes de mais nada, é receber uma nova vida, e por isso o Senhor respondeu: "aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". O homem havia sido ensinado sob a lei, pois "a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Rm 7.12) e todos aqueles preceitos que foram dados ao homem no Antigo Testamento vieram de Deus. Mas não davam uma nova vida pois as Escrituras afirmam que "se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei" (Gl 3.21). Em outra passagem (Dt 5.29) lemos: "Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias". Isto significa que a lei exige do homem algo que ele não deseja e nem tem poder para dar. Ele precisa de uma nova vida.
Por que então Deus deu a lei? Bem, quando você conversa com várias pessoas acaba percebendo que elas não crêem naquilo que Deus diz a respeito do homem e por isso Ele teve que nos demonstrar isso. Deus diz que "enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e perverso: quem o conhecerá?" (Jr 17.9). O apóstolo Paulo afirmou: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7.18). Em nosso estado natural não existe nada para Deus. Nossos corações estão em inimizade contra Deus pois a própria Bíblia afirma que "a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser" (Rm 8.7).
O que provou a lei e por que foi escrita sobre tábuas de pedra? Deus sabia que o homem, por possuir um coração empedernido, não poderia viver em conformidade com os Seus mandamentos, ainda que pensasse poder fazê-lo. Se tenho um filhinho que pensa ser capaz de carregar uma pesada mala, como posso provar a ele que não é capaz? Deixo-o experimentar! Israel pensava poder cumprir os requisitos de Deus, pois assim disseram: "Tudo o que o Senhor tem falado, faremos" (Êx 19.8). Mas eles falharam miseravelmente assim como todos nós falhamos.
O Senhor mostra em João 3 que deve haver uma operação de Deus na alma. Houve uma obra de Deus por nós na cruz do Calvário, mas deve haver uma obra que aconteça dentro de nós pois o coração natural do homem nunca irá atender aos clamores de Deus. O Senhor está dizendo a Nicodemos que ele deve nascer de novo - nascer do alto. Ele deve receber uma nova vida, e Deus usa Sua preciosa Palavra, aplicada pelo Espírito de Deus, para fazer isso. Tudo fica muito claro em 1 Pedro 1.22,23, onde lemos: "Purificando as vossas almas na obediência à verdade ('por intermédio do Espírito' - cf. algumas versões)... sendo de novo gerados... pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre". Outrora éramos pecadores e possuíamos somente uma natureza arruinada e pecaminosa, mas quando Deus introduziu a Sua Palavra em nossa alma, pelo poder do Espírito de Deus, fomos gerados ou nascidos de novo, recebendo uma nova vida proveniente de Deus. É por esta razão que passamos a desejar coisas diferentes.
Porém não se trata de um aperfeiçoamento daquela natureza caída que possuímos. Deus não a melhora; Ele a condena conforme aprendemos em Romanos 8.3: "Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne". Ele perdoa nossos pecados, mas não a natureza que nos leva a pecar. Ela permanecerá conosco enquanto estivermos neste corpo. Mesmo naquele que foi salvo há cinqüenta anos a natureza caída não melhorou nem um pouquinho, e nunca irá melhorar. Esta é a razão pela qual os cristãos pecam: deixam a natureza caída agir. Com o auxílio do Senhor iremos, mais adiante, buscar nas Escrituras o caminho da libertação. [continua]
Por que então Deus deu a lei? Bem, quando você conversa com várias pessoas acaba percebendo que elas não crêem naquilo que Deus diz a respeito do homem e por isso Ele teve que nos demonstrar isso. Deus diz que "enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e perverso: quem o conhecerá?" (Jr 17.9). O apóstolo Paulo afirmou: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7.18). Em nosso estado natural não existe nada para Deus. Nossos corações estão em inimizade contra Deus pois a própria Bíblia afirma que "a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser" (Rm 8.7).
O que provou a lei e por que foi escrita sobre tábuas de pedra? Deus sabia que o homem, por possuir um coração empedernido, não poderia viver em conformidade com os Seus mandamentos, ainda que pensasse poder fazê-lo. Se tenho um filhinho que pensa ser capaz de carregar uma pesada mala, como posso provar a ele que não é capaz? Deixo-o experimentar! Israel pensava poder cumprir os requisitos de Deus, pois assim disseram: "Tudo o que o Senhor tem falado, faremos" (Êx 19.8). Mas eles falharam miseravelmente assim como todos nós falhamos.
O Senhor mostra em João 3 que deve haver uma operação de Deus na alma. Houve uma obra de Deus por nós na cruz do Calvário, mas deve haver uma obra que aconteça dentro de nós pois o coração natural do homem nunca irá atender aos clamores de Deus. O Senhor está dizendo a Nicodemos que ele deve nascer de novo - nascer do alto. Ele deve receber uma nova vida, e Deus usa Sua preciosa Palavra, aplicada pelo Espírito de Deus, para fazer isso. Tudo fica muito claro em 1 Pedro 1.22,23, onde lemos: "Purificando as vossas almas na obediência à verdade ('por intermédio do Espírito' - cf. algumas versões)... sendo de novo gerados... pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre". Outrora éramos pecadores e possuíamos somente uma natureza arruinada e pecaminosa, mas quando Deus introduziu a Sua Palavra em nossa alma, pelo poder do Espírito de Deus, fomos gerados ou nascidos de novo, recebendo uma nova vida proveniente de Deus. É por esta razão que passamos a desejar coisas diferentes.
Porém não se trata de um aperfeiçoamento daquela natureza caída que possuímos. Deus não a melhora; Ele a condena conforme aprendemos em Romanos 8.3: "Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne". Ele perdoa nossos pecados, mas não a natureza que nos leva a pecar. Ela permanecerá conosco enquanto estivermos neste corpo. Mesmo naquele que foi salvo há cinqüenta anos a natureza caída não melhorou nem um pouquinho, e nunca irá melhorar. Esta é a razão pela qual os cristãos pecam: deixam a natureza caída agir. Com o auxílio do Senhor iremos, mais adiante, buscar nas Escrituras o caminho da libertação. [continua]
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