Hoje eu acordei, sabe quando você acorda com uma coisa na cabeça assim, você não consegue descobrir a razão de algo, né? Eu acordei de manhã, fiquei na cama pensando, poxa vida, por que que eu comprei aquela égua? Então eu não sabia, sabe, ficou uma situação assim meio insólita na minha cabeça.
Eu quando fui morar em Alto Paraíso, lá eu fui, acabei comprando, acabamos comprando um sítio, né? E aí você fica, você compra um sítio, bom, o que que tem que ter um sítio? Tem que ter cavalo, tem que ter cabrito, né, cabras, tem que ter ovelha. A gente nem sabia por que que tinha essas coisas, né? Então a gente ia comprando as coisas. Aí eu comprei um cavalo, comprei uma carroça, já estava com cara de sítio, né? Dava pra ir até a cidade vender verdura, que eu plantava no sítio, pegava a carroça e ia pra cidade vender verdura. O pessoal se espantava, por que, poxa vida, o professor vendendo verdura, o professor fazendo trabalho braçal, né? Porque eu era professor da escola lá de segundo grau.
Então eles ficavam espantados de alguém assim, né, dessa classe social, andando de carroça e vendendo verdura na rua. Como se fosse vergonha, mas é aquela questão, né, o brasileiro ele tem vergonha de trabalhar, pelo menos tinha na época, vergonha de trabalhar, porque quem trabalha é só pobre, né? Então você não pode, quem tem um certo status não pode trabalhar. Já é aquela ideia antiga dos coronéis ainda.
Mas daí eu fiquei hoje de manhã, por que que eu comprei a égua? Porque a égua, eu já tinha o cavalo pra puxar carroça, a égua não era de carroça. Era uma égua branca, e no final essa égua foi picada de cobra. Eu acho que foi picada de cobra, porque um dia ela estava boa, sorrindo, contenta e tal, e no dia seguinte ela estava morta. Estava no chão, caída, morta. E ela morreu, assim, perto da casa, tinha um brejo, ela morreu no brejo. A vaca, não foi a vaca que foi pro brejo, a égua foi pro brejo. Então estava morta essa égua no brejo, perto da casa, e eu tive um trabalhão tremendo, porque como é que você tira uma égua de perto de casa que está morta, no brejo? Não dá pra você tirar, não dá pra você ir lá e catar a égua no colo e levar. E eu não tinha recurso ali pra tirar essa égua, então o que que eu fiz?
Eu peguei um machado e um facão e comecei a cortar a égua. Comecei a picar a égua, né? Não tem a coisa, aquele que vai picar a mula, então deve ter também picar a égua. Daí eu cortei as pernas da égua, cortei o pescoço da égua, e aí a perna eu conseguia arrastar, as pernas, as patas, a cabeça com o pescoço também, e fui levando pra longe. Ficou o tronco, o tronco deu mais trabalho, porque daí tem que puxar pelo rabo aquele tronco separado. Como eu fiz ali um trabalho digno de um filme de terror, né? Pra quem vê o que é destroçar uma égua.
Mas a questão é, por que que eu fui comprar aquela égua? Eu não sabia a razão, fiquei pensando hoje, a gente tava brigando pra não gastar dinheiro, então eu fui comprar uma égua. Não tinha serventia nenhuma aquela égua, né? A não ser que ela desse potro, né, do cavalo. Mas sabe o que que é? Isso, você quando é jovem, você não sabe exatamente como disponibilizar os bens que você tem, e muito menos o tempo que você tem. Então você tem sonhos e acha que, puxa, se eu tiver uma égua eu vou ser feliz. Aí compra a égua, né? Se eu tiver carneiros, ovelhas, eu comprei duas ovelhas e um carneiro. Eu vou ser feliz, ovelha e carneiro. Se eu tiver cabras, duas cabras e um bode, comprei também, vou ser feliz. E as galinhas também.
Então você faz planos na vida, como se conseguindo cumprir certas etapas, você iria também conseguir encontrar felicidade. Todos nós temos isso. A diferença é que quando nós somos jovens, nós temos uma lista muito longa de desejos para conseguir a felicidade. E a gente vai ficando velho depois, vai acabando a energia, a vontade, vira aposentado, né? Aí não quer mais fazer nada. Aí você já não tem mais, você vai riscando da lista, imagina que eu vou fazer isso de jeito nenhum.
Você tem uma percepção do tempo diferente quando você é jovem e quando você é velho. A percepção do tempo é diferente. O jovem ainda está com aquele dispositivo que vem no ser humano, tipo um equipamento que produz nele a sensação de que ele é imortal. Ele sempre pensa que não vai morrer. Quem morre é o vizinho, quem morre é o outro. Então você sempre faz planos de longo prazo, de curto prazo, de médio prazo, porque não vai acabar seu tempo aqui. Como assim? Eu sou jovem, estou com vinte e poucos anos, eu tinha na época. Imagina pensar em muita coisa para fazer, mas depois de uma certa idade, você começa a lidar com a mortalidade, com a finitude da vida, porque você já está enxergando a chegada lá, a bandeirada da chegada. Você não está lá no começo da corrida, você já está vendo a faixa que você vai cruzar, está acabando a competição, estou chegando. Então você não quer pôr nada mais na lista.
Isso é importante entender, que nós somos dotados desse dispositivo de vida perene, que não acaba mais, quando Deus nos criou. Isso está lá em, deixa eu achar aqui a passagem, em Eclesiastes. Eclesiastes capítulo 3. No final do capítulo 3, diz assim, Deus fez tudo belo ao seu tempo. No versículo 11, isso. Tudo fez formoso em seu tempo. Também pôs o mundo no coração do homem, sem que esse possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim. Essa tradução aqui, pôs o mundo no coração do homem, existem outras versões, o Darby fala mundo, atualizada fala pôs a eternidade no coração do homem. Então nós nascemos com essa noção de que nós somos eternos. Porque Deus colocou a eternidade no nosso coração.
Agora é interessante isso, porque até um ateu, ele se sente eterno. Ele acha que não vai acabar. Ele acha que vai continuar a vida dele ad infinitum. Nunca vai terminar a vida dele aqui. Mas isso porque Deus colocou isso quando ele soprou o Espírito no homem. Porque o espírito é assim, imortal. O corpo é mortal, mas o espírito é imortal. E os animais não têm, não têm Espírito, então os animais, eles não têm a eternidade no coração. A minha égua, ela não estava preocupada com o dia da morte. É claro que ela tem instintos de não querer morrer, mas eu nunca vi ela numa crise existencial, pensando, puxa, o que será o futuro? O que vem depois da morte? Ela não pensava, pastos verdejantes, talvez. Então a égua não pensava nisso, mas o ser humano pensa nisso. Porque Deus colocou nele essa noção de que não acaba, não termina aqui. A vida não termina aqui, a vida continua depois.
Então a percepção do tempo do ser humano é única. Não é a mesma dos animais. Os animais têm uma percepção do tempo imediata. Aqui e agora, comer e agora. A minha égua, ela nunca olhava para o céu. Ela nunca ficava olhando para as estrelas, falando assim, o que será que tem lá em cima? Será que existe vida fora da terra? Ela nunca fazia isso. Todos os animais, os quadrúpedes pelo menos, as bestas, gado, cavalo, eles olham para baixo, porque o interesse deles está só comer, comer, comer. Comer, dormir, fazer sexo e comer de novo e dormir e só isso, e procriar. Essa é a vida de um animal.
Mas o homem é mais que um animal. O homem não é um animal 2.0, ele é muito mais que isso. Então quando nós vamos entender um pouco essa questão do tempo, que é esse o tema meu hoje, como entender o tempo e como entender a nossa vivência no tempo, o nosso lugar no tempo, sabendo que o nosso tempo aqui, como fala na Bíblia, quando muito é 70 anos, e quem passa disso chega aos 80, mais ainda assim já está capengando. Esse é o tempo que Deus determinou para o homem. Era muito mais longo no começo, na Gênesis, mais com a deterioração causada pelo pecado, o homem foi perdendo tempo de vida. A sua espoleta foi terminando, a sua munição foi acabando. Sobraram no máximo 80 anos. Quem passa disso está fazendo hora extra, está usando um tempo de outro, comprou tempo de alguém.
Então, o que é o tempo? O que é o tempo? Hoje eu estava lendo Eclesiastes capítulo 3, e como nós ocupamos o tempo em Eclesiastes capítulo 3, é interessante olhar Eclesiastes capítulo 3, porque aqui ele começa dizendo, tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Aí ele apresenta 28 atividades que estão ligadas à vida humana aqui na Terra. Tem 28 atividades. E o interessante dessas 28 é que você tem 14 atividades positivas e 14 negativas. 14 que produzem algo, e 14 que desmancham aquilo que foi produzido. Ou seja, no cômputo final da vida do homem na Terra, é 14 menos 14, igual a zero. É por isso que Salomão chegava à conclusão que debaixo do sol ele via, ele enxergava a coisa dentro da perspectiva de um homem debaixo do sol. E debaixo do sol não tem sentido as coisas, porque eu vou fazer 14 atividades, e depois vêm as outras para zero no final. A conta no final dá zero. Que droga de vida eu levei!
E realmente essa é a questão existencial do ser humano. Valeu a pena? Está valendo a pena? Qual o objetivo da minha vida? Por que eu estou vivendo? Qual a minha razão de viver? Já nem vou entrar no assunto de onde eu vim. Vou pegar na segunda parte. O que eu estou fazendo aqui? E para onde eu vou? Essas são as questões. Você ficar preocupado com a questão de onde eu vim é perder tempo. Claro que o cristão sabe que veio de Deus, da Criação. Mas qualquer ser vivente hoje já está aqui. Você está em um aeroporto, você estava dormindo, o avião desceu, você acorda meio com sono, desembarca na fila, todo mundo desembarcando, você desembarca, desce e olha e fala assim, de onde eu vim? O que eu estou fazendo aqui?
Mas não adianta perguntar. Você está aqui agora. Você está aqui agora. Então agora vou aproveitar melhor esse tempo. Vamos lá para o nosso capítulo 3 de Eclesiastes, versículo 2. Há tempo de nascer e tempo de morrer. Isso aqui, nascer, já é uma coisa que nós não temos interferência nisso. Eu não me lembro de ter pedido para os meus pais terem um ato sexual, porque eu estava louco para nascer. Não me lembro disso. Essa parte, eu sofri amnésia. Eu não lembro disso. Foi uma decisão deles. Deles, que fala lá em João capítulo 1, quando fala do que nasce de novo, do que é, creia em Jesus, ter o poder de ser filho de Deus, os quais não nasceram da carne, nem da vontade do homem, nem do sangue, nem da vontade do varão, mas em Deus. Por quê? Porque as outras coisas são feitas da vontade do homem.
Ah, mas não foi Deus quem me criou? Não. Assustou agora? Não. Deus não me criou. Deus não me criou. Deus criou Adão. Deus criou os anjos. Mas a mim, o meu ser natural, eu vim ao mundo pela vontade de meu pai e de minha mãe. Porque se meu pai e minha mãe não tivessem tido um ato sexual, eu não ia, de repente, simplesmente aparecer aqui. É claro que nós sabemos que Deus é que cuida para que haja vida naquele embrião ali, naquele espermatozoide que encontra aquele óvulo, e aí Deus produz vida ali. Mas como criação, o único ser criado foi Adão. E Eva, que foi tirada de Adão. Hoje uma pessoa até perguntou assim, como é que entender como que uma mulher pode ser criada a partir de uma costela? O cara perguntou, né? Eu falei assim, como é que você vai entender que um homem possa ter sido criado a partir do barro da terra? Você acha que é mais difícil criar um homem do barro do que uma mulher de uma costela? Deus cria do jeito que Ele quiser. Deus é o poder de Deus.
Mas aquele Adão era o protótipo. A partir dele vieram nascendo, então, pessoas. E nós estamos aqui agora. Não fomos diretamente criados por Deus. Os anjos foram. Adão foi. Tanto é que eles são chamados filhos de Deus. Os anjos são filhos de Deus. Adão, filho de Deus. O Senhor Jesus não foi nunca criado. Ele sempre existiu. Mas Ele, quando veio ao mundo, Ele veio encarnado. Ele foi foi gerado no ventre de uma Maria Virgem. O Senhor foi gerado no ventre de Maria sem contato com o pecado. E eu quero crer, inclusive, eu entendo assim, sem contato com Maria. Mas como que Ele podia? Ele não era da linhagem humana pecadora de Adão. Porque Maria era pecadora. Como todos são pecadores. Não fale isso para um católico que ele vai ficar bravo. Ele vai falar que não. Ela era sem pecado. Maria Imaculada. Mas por quê? Porque senão ela tem que ser sem pecado para receber Jesus. Bom, então para ela também ser pecado, a mãe dela tem que ser sem pecado. E a avó e a bisavó e tal. Daí você vai chegar lá em Adão também. Vai chegar em Adão e Eva.
Mas aquele ser bendito que o anjo fala, que no ventre dela, estaria no ventre dela, ele não tinha contato com o pecado de maneira nenhuma. Nem contato com Adão, por ter sido gerado pelo Espírito Santo, mas também não tinha contato com Maria. Com a natureza de Maria, porque Maria trazia em si a natureza pecaminosa de Adão. Ela não era Maria Imaculada. Ela era Maria, pecadora, perdoada dos seus pecados, pela fé também. Justificada pela fé, melhor dizendo. Então esse também foi chamado de filho de Deus.
Agora, quando eu falei que nós não fomos criados por Deus, eu faltei com a verdade. Porque eu fui criado por Deus. Eu fui criado por Deus. E você, você, você, você, você foram criados por Deus também. Não naquela vez que você abriu o berro na hora em que saiu da barriga da sua mãe. Não. Depois, quando recebeu a Jesus, recebeu o poder de ser filho de Deus. De novo gerado de semente, não de semente corruptível, mas da incorruptível semente da Palavra de Deus. Gerados pela Palavra de Deus. Então nós somos filhos, porque nós fomos gerados diretamente de Deus. E temos uma vida agora, que não é a vida natural. É a vida eterna. A vida que não acaba mais, não. A vida que não começa nunca. Por isso que ela é eterna. É a vida de Deus. É a qualidade de vida que nós temos, que é uma vida eterna. Qualidade eterna dela, porque ela vem da eternidade.
Então, se nós voltamos lá para o nosso capítulo de Eclesiastes, há tempo de nascer, tempo de morrer, tempo de plantar, tempo de arrancar o que plantou, tempo de matar, tempo de curar, tempo de derribar, tempo de edificar, tempo de chorar, tempo de rir, tempo de plantear, tempo de saltar de alegria, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras, tempo de abraçar, tempo de afastar-se de abraçar, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de guardar, tempo de deitar fora, tempo de rasgar, tempo de cozer. Isso aqui é bom para a gente lembrar que as modas, aquilo que foi moda até outro dia, nós vamos rasgar e costurar outra, porque também passa a moda. Tempo de estar calado e tempo de falar, tempo de amar, tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz. Que proveito ter um trabalhador naquilo com que se afadiga. E aí ele vai chorar as mágoas aqui, porque o livro de Eclesiastes é a confissão de Salomão.
Muita gente pergunta se Salomão foi salvo. Eu respondo com o livro de Eclesiastes. Veja que tudo que ele fez, estava errado. Ele percebeu que não tinha. Toda aquela busca dele por conhecimento, por prazer, por tantas riquezas, por tanta coisa, por sabedoria também, né, que ele buscava sabedoria. Era tudo vaidade. Mas vaidade no sentido da vida na Terra, porque Salomão, ele escreve aqui em Eclesiastes, o que acontece debaixo do sol. E lá no versículo 14, sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente. Nada se lhe pode acrescentar, nada lhe tirar. E isso faz Deus para que os homens temam dentro dele. O que é já foi e o que há de ser também já foi. Deus fará renovar-se o que se passou. Via ainda debaixo do sol e tal. Então ele vai, eu estava lendo na versão atualizada, esqueci de trocar aqui a versão, mas também é boa. Então ele vai dizer tudo o que acontece debaixo do sol, que realmente não faz sentido se você viver uma vida voltada para o que acontece debaixo do sol. Percebe? Essa é a vida de uma pessoa no mundo. Essa é a vida do homem no mundo. Termina zero. Termina no zero. Ele não tem nada para levar daqui.
Esta semana eu vi lá uma notícia da morte do banqueiro mais rico do Brasil. Então ele morreu. Estou pensando que na notícia eles falam, a fortuna dele era avaliada em não sei quantos bilhões de reais, de dólares, não sei. Eu pensei assim, mas e agora? Ele não leva. Ninguém leva. Ninguém leva o que produz aqui. As nossas coisas daqui. Então ele termina lá nesse deprê. Eclesiastes é um deprê realmente. No versículo 20, todos vão para um lugar. Todos foram feitos do pó e todos voltarão ao pó. E aqui tem uma passagem, eu acho que é... Não, não é aqui, mas em outros, eu não sei se talvez seja em outra passagem de Eclesiastes, que fala que o homem também não percebe mais nada. Depois que morre, acaba tudo e tal. E é usada muito essa passagem por Adventista do sétimo dia e Testemunho de Jeová para justificar o sono da morte. Diz que a pessoa que morre não está mais consciente. Mas é claro que eles não entenderam que Eclesiastes é o livro da vida debaixo do sol. E aqui realmente, um corpo que morre, ele não faz mais nada. Ele não pensa, ele não tem sentimentos, não tem nada. Pode cutucar, ele é à vontade e não acontece nada.
Agora, quando nós pensamos então que tudo isso nós fazemos dentro do tempo, a gente precisa voltar um pouco a fita e tentar entender o que é o tempo. O que é o tempo? Bem, o tempo foi criado. O tempo não existia. Deus criou o tempo. Quando não existia nada, Deus existia. Não existiam anjos, não tinha planeta, não tinha galáxias, não tinha nada. Só existia Deus. Porque Deus habita fora do tempo. Deus habita na eternidade. Tem um versículo em Isaías, capítulo 57. Isaías 57, o versículo é o 15. Porque assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade. Esse é o lugar de Deus. Ele habita na eternidade. E cujo nome é Santo. Num alto e santo lugar habito. Até aqui, isso só acontecia antes da criação. Mas depois da criação, a gente acrescenta o restante no versículo. Como também habito com o contrito e abatido de espírito para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos. Esse é o Deus da Bíblia. Ele habita no infinito, acima de todos os céus, e Ele se compadece, se compraz em estar com os homens.
O gozo do Senhor, como representado pela sabedoria personificada ali em Provérbios, acho que é capítulo 8, se não me engano, é habitar com os filhos dos homens. É estar com a alegria de habitar com os filhos dos homens. Então Deus tem esse prazer, porque Ele criou os seres humanos, porque Deus tinha tanto amor para dar, que Ele não quis reter para si mesmo. Embora Deus, sendo uma trindade, Ele já exercitava o amor na eternidade. Por isso que é uma tremenda bobagem pensar em Alá, por exemplo. Alá é um Deus único. Um Deus, só uma pessoa. Uma pessoa divina. Então Ele não pode ser amor, porque Deus é amor. Se você tem um Deus que é uma pessoa só, isolada, divina, Ele não pode ser amor, porque Ele ama quem? E na eternidade Ele amava quem? Não tinha quem amar. Percebe? A mesma coisa, algumas doutrinas chamadas cristãs, de testemunho de Jeová, por exemplo, de mórmon.
Todos eles dizem que Deus é um só, não creem na trindade, que a trindade não existe, que a trindade foi inventada pela Igreja Católica. Todo mundo coloca uma culpa na Igreja Católica de tudo, né. Até das verdades bíblicas colocam a culpa na Igreja Católica. Hoje eu gravei com os irmãos lá de Goiânia, porque um perguntou, leu um artigo de alguém que publicou no Facebook o que os judeus ensinam sobre o diabo e disse que o diabo não existe. Então, na verdade, da tentação de Jesus, será que teria Ele tentado a si próprio com o seu ego? Olha o absurdo. Olha o absurdo. Então, quando você sai da Bíblia, sai da palavra de Deus, cai nesses absurdos, nesses erros. Mas o Deus da Bíblia é trino. É trino. E na eternidade já existia esse círculo de amor entre as pessoas da trindade. Porque do Senhor Jesus fala várias vezes que o Pai me ama. Eu amo o Pai. Quando começou esse amor? Na eternidade. Por isso Deus é amor. E Deus ama tanto, é tão amor, é tanto amor, Deus, não dá pra quantificar, que Ele queria também amar. E Ele, então, produziu pessoas pra amar.
Olha que coisa linda. Ele produziu os seres humanos pra que Ele pudesse amar os seres humanos. E os fez ainda a sua imagem e semelhança. Porque Ele queria amar. Ele tinha muito amor. E é assim que nós vamos parar aqui. Então, lá em Isaías 57, 15, fala que Ele habita, o alto e sublime habita na eternidade. O lugar da habitação de Deus é na eternidade. Mas quando a gente vai também em 1 Timóteo 6, versículo 16, nós vamos encontrar ali, dizendo que aquele que tem Ele só, a imortalidade. A imortalidade aqui, eu acho que vai muito além de não morrer. Porque Ele é imortal nos dois sentidos. Ele nunca foi criado e nunca vai terminar, nunca vai deixar de existir. Então, Ele é perpetuamente Deus. Ele é eternamente Deus.
E aí uma coisa maravilhosa nesse versículo 16, que é a continuação do que diz o versículo 16. Ele habita na luz inacessível. Ele habita na luz inacessível. O que é a luz inacessível? Nós sabemos que na criação, no mundo criado, tudo não passa de energia. Todas as coisas. Eu estou falando aqui para vocês, vocês estão escutando energia sonora, ondas sonoras, dentro de um espectro que viajou por ondas eletromagnéticas da internet, chegaram essas ondas aí no alto-falante de vocês, se reverteram em energia sonora, em ondas sonoras. É tudo. Se você pegar qualquer objeto, eles são átomos e outras partículas menores.
Agora, cada vez eles descobrem partículas menorzinhas. Eles são átomos, partículas, que na verdade, eles são ondas, ondas de um espectro, de ondas, que você tem a luz, você tem o som, você tem uma série de coisas dentro desse espectro. Agora, Deus habita fora da curva, vamos falar assim, porque ele habita na luz inacessível, a luz fora do espectro. É esse o lugar que Deus habita. Agora, ele continua falando aqui, habita na luz inacessível, a quem nenhum dos homens viu e nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempre eternos.