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Musica instrumental nas reunioes

O ensino acerca do que é aceitável e agradável a Deus nesta dispensação presente é de primordial importância para nosso louvor e adoração, o que se trata do mais alto privilégio que um cristão pode ter enquanto aqui. Três passagens das Escrituras nos dão instruções claras a respeito:

"Ora o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm. 15:5,6).

"Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne" (Fp. 3:3).

"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tão pouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas" (At. 17:24,25).

No louvor e adoração, o Espírito de Deus usa a boca do crente, que se regozija em Cristo com entendimento, para dar expressão ao propósito de glorificar ao próprio Deus, pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Isso é extremamente positivo, muito embora existam algumas restrições. A carne não pode participar disso, assim como não terá lugar no louvor aquilo que é produzido pela mão do homem. As Escrituras são claras e conclusivas a respeito e devemos ser guiados por elas.

Em Hebreus nos é apresentado o lugar que temos para adorar: "Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus" (Hb. 9:24).

"Tendo pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus" (Hb. 10:19).

"Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos pois a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Portanto ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome" (Hb. 13:12-15).

Hoje, portanto, adoramos nos céus onde se encontra nosso Sumo Sacerdote. Há, porém, um lugar nesta terra, que está conectado com nosso lugar nos céus, onde Cristo prometeu estar presente, conforme nos diz em Hebreus 2:12: "Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação".

A música instrumental não deveria ser trazida para as reuniões da igreja ou assembléia. Na adoração, a música instrumental só irá satisfazer aos sentidos da carne, e isto não é e nem pode ser aceitável a Deus.

Em nossos lares já é diferente e os instrumentos musicais podem nos ser de auxílio, ajudando-nos, inclusive, a aprendermos a cantar mais corretamente. Creio que o desejo de Deus é que os Cristãos escrevam seus próprios hinos, salmos e cânticos espirituais em suas próprias línguas. Isto está de acordo com Efésios 5:19 e deve ser feito com melodias apropriadas.

Devemos nos lembrar de que estamos sob a graça e não sujeitos à lei. Deus não nos deu leis e regras para estes dias e não devemos criá-las. É, porém, digno de nota que as harpas e os órgãos tiveram início na cidade de Caim, depois que ele saiu da presença de Deus.

C. Buchanan

O tempo que vos resta

"Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece" (Tg. 4:14)
Aquela manhã de primeiro de Junho tingiu-se de tragédia e dor, quando um jovem que seguia de motocicleta para o trabalho foi atropelado por um automóvel que, segundo parece, não respeitou o sinal de "Pare". Poucos momentos depois, o barulho de uma ambulância rasgou o silêncio matinal e logo médicos e enfermeiras se empenhavam desesperadamente em salvar uma vida de 20 anos que se escapava. A tudo isso seguiram-se umas palavras de despedida dos angustiados pais, quando o ferido foi transportado para o hospital da cidade grande mais próxima. Todos os esforços foram em vão, e a triste notícia dada à família e amigos foi... a da morte!

Se na noite anterior, alguém tivesse perguntado ao jovem quanto tempo ele teria para o restante de sua vida, certamente ele teria respondido que não sabia.

E você, querido leitor, poderia dar-me uma resposta se eu perguntasse o quanto de vida lhe resta? Ou outra pergunta mais séria: Para onde você irá no fim de sua vida? Felizmente eu posso dizer que este jovem que morreu foi "estar com Cristo, porque isso é ainda muito melhor" (Fp. 1:23). Sim, meu querido leitor, ele conhecia o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. E você, conhece o Senhor Jesus?

Gostaria que lesse tudo com atenção pois desejo lhe explicar como poderá ter a certeza de onde irá passar a eternidade. Sim, querido leitor, por meio da Palavra de Deus podemos conhecer o destino de nossa alma imortal.

Lemos na Santa Palavra de Deus que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo. 3:16).

Talvez você diga a si próprio: "Bem, não sou tão mau assim; nunca cometi nenhuma atrocidade, portanto, tudo irá correr bem quando eu morrer; não preciso estar com medo... pelo menos, assim espero". Mas repare no que diz a Palavra de Deus: "Não há diferença; porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm. 3:22-23).

Esta afirmação nos inclui a todos: a você, a mim, bem como ao jovem que morreu no acidente. Alguma vez você confessou, na presença de Deus, que é um pecador? Você sabe que Ele o ama e providenciou um meio pelo qual todos os seus pecados podem ser retirados para sempre? Isso acontece porque "o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (1 Jo. 1:7).

Eu conhecia muito bem o jovem que morreu no acidente, pois era meu próprio filho. Embora o amasse muito, não pude fazer nada para salvar a sua vida. Ao sair de casa naquela bela manhã de primavera, ele disse adeus e se foi, sem que nada nos fizesse prever que ele morreria logo depois. Nunca poderia imaginar os tristes acontecimentos que aquele dia me reservava. Mas conheço outro Pai que amava Seu Filho com um amor muito mais profundo do que você ou eu poderemos imaginar. Contudo, Ele O enviou a este mundo para morrer por amor de nós, pecadores: "O Pai enviou o Seu Filho, para Salvador do mundo" (1 Jo. 4:14). Que amor tão maravilhoso! Você não crê n'Ele?

O jovem a respeito do qual escrevo não deu sua vida de vontade própria. Não, enquanto permanecíamos ao seu lado naquele pronto-socorro, podíamos sentir os seus esforços para se manter vivo, enquanto sua preciosa vida se esvaía. mas o bendito Senhor Jesus, o eterno Filho do Deus vivo, deu Sua vida por você e por mim. "Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores" (1 Tm. 1:15).

Permita-me, agora, dirigir-me a você com toda sinceridade. Se o seu pai estivesse escrevendo estas linhas a seu respeito, o que ele iria dizer? Será que ele poderia dizer com certeza, a respeito de você: "Ele está com Cristo, o que é muito melhor"? Ou ele teria que dizer: "Não sei..."?

Você não gostaria de ter esta questão resolvida de uma vez para sempre? Você não gostaria de ser salvo? Você pode ser salvo. Tudo o que precisava ser feito para sua salvação já foi feito por outra Pessoa. "Por este se vos anuncia a remissão dos pecados... por ele é justificado todo aquele que crê" (At. 13:38,39).

Deus providenciou um meio de salvação claro e simples. Lemos na Bíblia que "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo" (Rm. 10:9).

O título deste artigo foi tirado de 1 Pedro 4:2: "Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus". Se você já aceitou o Senhor Jesus como seu salvador pessoal, gostaria de o encorajar a ler sua Bíblia diariamente, e a ser fiel Àquele que morreu para redimi-lo, vivendo "o tempo que vos resta" para fazer a vontade de Deus.

Echoes of Grace - Junho 85

Medo de perder a salvacao

É um sentimento muito comum, aos recém-convertidos ao Senhor, o medo de perderem a sua salvação, por notarem que o pecado continua a operar em sua carne. Como quem escreve estas linhas viveu também tal experiência e, pela graça de Deus, a superou, desejo ajudar os que sentem tal amargura que é o medo de se perderem novamente.

Não é possível que isto aconteça, pois Cristo "com uma só oblação aperfeiçoou PARA SEMPRE os que são santificados" (Hb. 10:14). O medo de se perder a salvação ocorre quando o coração não está firme no fato de que a salvação não depende da nossa conduta, seja antes ou depois da conversão, mas unicamente da perfeição e eficácia da obra de Cristo na cruz. "Temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. Portanto, pode também salvar PERFEITAMENTE os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (Hb. 10:10; 7:25).

Por conseguinte, queridos remidos pelo precioso sangue de Cristo, não tenham medo, pois "se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu..." (Rm. 8:31-34).

Quando um certo pregador voltou a visitar uma localidade onde havia estado um ano antes, aproximou-se dele uma recém-convertida, com lágrimas nos olhos, dizendo-lhe:

--É horrível o que está acontecendo comigo! Já não sinto a felicidade de ser salva..."

--Você está decepcionada consigo mesma?-- perguntou o visitante.

--Sim-- foi a resposta --Sinto uma grande tristeza dentro de mim.

--Vamos examinar, então, qual é a causa de sua tristeza-- disse ele, e continuou --Você acredita que, quando aceitou o Senhor Jesus como seu Salvador no ano passado, Ele sabia que você iria estar sentindo isto agora, assim como Ele sabe de tudo o que vai acontecer ao longo de sua vida?

--Certamente que sim-- foi a resposta.

--Você já sabe que Ele não a desprezou quando foi a Ele, como promete na Sua Palavra: "Aquele que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora" (João 6:37). Agora você se sente decepcionada consigo mesmo, mas deve perceber que o Senhor, quando a aceitou, já sabia que isto ia acontecer, e a aceitou assim mesmo. Você não acha, então, que o seu temor reflete uma certa desconfiança do que o Senhor Jesus Cristo fez na cruz do Calvário, por você e por cada um que n'Ele crê?

O rosto da jovem, antes choroso e triste, iluminou-se com alegria e gozo, pois estas reflexões devolveram a paz e o sossego à sua alma.

No coração de cada filho de Deus deve reinar o gozo e a paz por reconhecer que o amado Senhor Jesus não morreu na cruz somente por um número limitado dos nossos pecados, mas por TODOS eles. Deus conhece de antemão a nossa vida e natureza, e não limita o Seu amor à nossa fidelidade. Lemos esta verdade no Salmo 103, que diz: "Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó" (v. 14).

Lemos, pois, que o Senhor Jesus levou "em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro". Sim, querido leitor, "Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pd. 2:24; 3:18). Aos que confiam n'Ele como seu Salvador, Cristo salva-os eternamente!

Autor desconhecido

Oferta e dizimo

Se tivéssemos sido israelitas, vivendo na Palestina antes de Cristo haver morrido e ressuscitado dos mortos, seríamos obrigados a dar dízimos (ou a décima parte) de todos os nossos rendimentos, dos produtos de nossas plantações e do aumento de nosso rebanho, segundo a lei de Moisés que dizia: "Certamente darás os dízimos de toda a novidade da tua semente que cada ano se recolher do campo" (Dt. 14:22). "Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor: santas são ao Senhor... Tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor" (Lv. 27:30,32).

Enquanto Cristo, o Messias de Israel, "nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl. 4:4), esteve no mundo, guardou a lei até à perfeição. Ele exaltou a lei e engrandeceu-a, pois "Foi do agrado do Senhor, por amor da sua própria justiça, engrandecer a lei, e fazê-la gloriosa" (Is. 42:21 Versão Rev. e Atualizada). Ele podia dizer: "Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei" (Sl. 40:8). Da mesma maneira, Cristo insistiu que a lei fosse obedecida pelos judeus: "Na cadeira de Mosés estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras" (Mt. 23:2,3). "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas" (Mt. 23:23).

Houve, porém, uma mudança radical quando Cristo subiu ao céu e, dez dias depois, no dia de Pentecostes, enviou o Espírito Santo. Este congregou os crentes em Cristo num só corpo, a Igreja de Deus. Até àquela altura, havia apenas duas classes de pessoas no mundo: os gentios e os israelitas; porém com a formação da Igreja, passaram a existir três: "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à Igreja de Deus" (1 Co. 10:32).

A vocação do cristão é celestial, enquanto a do israelita era terrena (compare Hb. 3:1 e Gn. 28:13). A bênção do cristão é espiritual; a do israelita era material (compare Ef. 1:3 com Dt. 28:3-5). Ao cristão, em peregrinação por este mundo que "está no maligno" (1 Jo. 5:19), o Senhor prometeu apenas três coisas: 1. Sustento; 2. Com que nos cobrirmos e, 3. Perseguições (1 Tm. 6:8; 2 Tm. 3:12). Porém, ao israelita fiel Deus prometeu saúde, prosperidade e segurança contra seus inimigos (Dt. 7:12-15).

Da mesma forma, a oferta cristã também está totalmente em contraste com o dízimo israelita. O que foi ordenado aos israelitas, ou seja, dar o dízimo, não é mencionado, nem uma única vez, no ensino dirigido aos cristãos, seja no livro de Atos ou nas 21 epístolas, que são, 14 de Paulo, 2 de Pedro, 3 de João, 1 de Tiago e 1 de Judas (apenas em Hebreus 7 é citado o dízimo, porém em conexão com Abraão e também com o sacerdócio levita). Ao contrário do judeu, que era obrigado a dar o dízimo, o cristão é motivado a dar sua oferta pelo "amor de Cristo que nos constrange" (2 Co. 5:14). "Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis" (2 Co. 8:9). O crente oferece ao Senhor "o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade" (1 Co. 16:2). Deus Se agrada da prontidão de vontade, pois "se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem" (2 Co. 8:12). Antigamente o israelita fiel tinha sempre como oferecer o seu dízimo a Jeová, pois Jeová o abençoava materialmente. Há, porém, milhares de cristãos fiéis que carecem de recursos materiais, entre eles pais de família com esposa ou filhos enfermos. Estes, que muitas vezes não tem como oferecer ao Senhor nem ao menos um por cento dos seus minguados salários, como iriam oferecer dez por cento? "Será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem" (2 Co. 8:12). Será que o Senhor, que é riquíssimo, iria requerer de um pai de família uma quantia que o levasse a desobedecer a exortação "a ninguém devais coisa alguma" (Rm. 13:8)? É um pecado o que fazem alguns dos, assim chamados, líderes ou pastores, que exigem rigorosamente o dízimo de desafortunados cristãos que se encontram sob o seu mando.

Cada cristão é mordomo de tudo quanto o Senhor lhe tem dado. Se o cristão possui bens neste mundo, a questão não é de quanto ele deve dar, mas antes, de quanto se atreve a guardar para si. Há crentes ricos (são poucos) que oferecem ao Senhor até 90 por cento dos seus rendimentos. "Cada um contribua segundo propôs no seu coração" (2 Co. 9:7). Os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios tratam, em sua totalidade, do sacrifício ou oferta dos cristãos, e todo o assunto termina por esta frase bastante significativa: "Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável" (2 Co. 9:15).

O Senhor Jesus disse o seguinte acerca da viúva que "deitou duas pequenas moedas" na arca: "Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento" (Mc. 12:41-44). O Senhor avalia o motivo do coração, e não toma em conta a importância material da oferta.

Para que o leitor possa meditar mais sobre o assunto, deixamos as passagens do Novo Testamento que dizem respeito à oferta cristã, individual ou coletiva: At. 11:27-30; Rm. 12:8,13; 1 Co. 16:1-3; 2 Co. 8 e 9; Gl. 6:6; Fp. 4:10-19; 1 Tm. 6:17-19; Hb. 13:15,16; Tg. 2:15,16; 1 Pe. 4:9,10; 1 Jo. 3:16-18.

J.H.S.

A vitoria de Jose

Gênesis 39

Quando José era jovem, conseguiu uma vitória que mudou toda a sua vida. Ele havia sido vendido como escravo para o Egito, mas o Senhor estava com ele e o fazia prosperar. Quando José foi feito mordomo-mor sobre tudo o que possuia Potifar, capitão da guarda de Faraó, Deus o abençoava e ajudava em tudo o que José fazia. Então José teve que tomar uma decisão que iria mudar sua vida.

A Batalha

A esposa de Potifar pedia a José que este se deitasse com ela, incitando-o a cometer fornicação. Mas José se recusava, dizendo: "Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?" A esposa de Potifar continuou a tentá-lo, procurando fazê-lo pecar, até o dia em que agarrou a José por suas roupas na tentativa de forçá-lo. Ele, porém, deixou sua roupa, fugindo da casa.

A Estratégia

José fez três coisas distintas para ganhar a batalha contra a tentação de pecar. Primeiro, ele confessou que era responsável a Potifar por seus atos. Se José tivesse pecado, teria desonrado Potifar. Em segundo lugar, José reconheceu que ceder à tentação seria um grande mal e pecado contra Deus. Os princípios de Deus acerca de justiça eram de grande importância para José, e ele não iria querer pecar contra Deus. Finalmente, José fugiu da tentação. Não tentou enfrentá-la, nem lutar contra ela ou vencê-la. Ele fugiu da tentação, e ao fazer isto admitiu que não tinha poder em si mesmo para resistir, e que confiava em Deus para defendê-lo.

A Vitória

A vitória de José sobre o pecado da fornicação não foi fácil de ser conquistada. Ele foi acusado falsamente e encarcerado por um crime que não cometeu. Mas aos olhos de Deus José havia conseguido uma grande vitória. Ele venceu porque não confiou em sua própria força, mas sim na força de Deus.

Assim como José, também temos uma decisão a tomar. O mundo ao nosso redor não está interessado em interromper suas concupiscências. A fornicação é aceita por muitos hoje em dia, mas os princípios de Deus não mudaram. Imoralidade ou fornicação continua a ser um grande mal e pecado contra Deus.

Comprados Por Bom Preço

Nós fomos comprados pelo bendito Filho de Deus, Jesus Cristo. José foi vendido ao Egito, mas nós fomos comprados, libertos da morte e do juízo. O preço que nosso Redentor pagou por nós nunca, jamais, será compreendido ou avaliado. Ele deu Sua vida para que tenhamos a vida eterna. Assim já não pertencemos a nós mesmos, mas fomos comprados com o sangue de Jesus.

Conserve-se Puro

Nosso desejo deve ser o de servir e honrar Àquele que morreu por nós. Ele nos deu o Espírito Santo para habitar em nós (1 Co. 6:19). Sendo assim, como devemos agir? Em Romanos somos instruídos a apresentar os nossos corpos como sacrifício vivo a Deus (Rm. 12:1). Nossas vidas, o que dizemos, o que fazemos, e até mesmo o que pensamos, deve ser para a honra de Deus. Conservemo-nos puros assim como Ele é puro (1 Tm. 5:22; 1 Jo. 3:3). Nossa vida deve ser de tal forma a sermos santificados, úteis para o Senhor e prontos para toda boa obra (2 Tm. 2:21). Um vaso contaminado não serve para uso do Senhor. Conserve-se puro.

Verdades Bíblicas

Sucesso!

"Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós." Fp. 3:1
O apóstolo Paulo dá início ao terceiro capítulo de sua carta aos Filipenses lembrando-lhes de que o fato de estar escrevendo "as mesmas coisas", ou seja, aquilo que já lhes havia comunicado, não o aborrecia, pelo contrário, era para eles um fator de segurança.

Eu sou do Senhor

Que conforto podemos encontrar em tais palavras! O Senhor Jesus nos redimiu com Seu sangue precioso (1 Pd. 1:18,19), nos tem em grande estima e, nos tendo comprado para Si (1 Co. 7:23), irá, com toda certeza, nos guardar (1 Pd. 1:5). Ninguém nos arrebatará de Sua mão (Jo. 10:28). Nossa vida está segura muito além de todas as eventualidades, pois está "escondida com Cristo em Deus" (Cl. 3:3). "De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor"" (Rm. 14:8).

Mesmo sendo constantemente jogados de um lado para o outro, como o somos, pelas circunstâncias que estão sempre mudando, o simples fato de estarmos aptos a dizer "Eu sou do Senhor" pode manter nossa alma em uma paz duradoura. É o céu começando aqui nesta terra.

Venha o que vier -- a dor ou a fadiga, pobreza ou perseguição, algemas ou prisões, fogo ou dilúvio -- ainda assim as doces palavras, "Eu sou do Senhor", nos capacitarão a dizer: "Em nada tenho a minha vida por preciosa" (At. 20:24).

E que forças recebemos quando estas poucas palavras, "Eu sou do Senhor", tornam-se um pensamento permanente a percorrer perpetuamente as mais íntimas recâmaras de nosso coração! Elas irão nos afastar do mundo mau; irão nos manter calmos e pacientes em meio à inquietação e rivalidade deste mundo, mesmo enquanto estamos cercados por seus turbulentos distúrbios e revoluções; irão nos erguer muito acima de seus ôcos prazeres, e nos proteger de seus perigosos estratagemas. Então, não estaremos ansiosos por coisa alguma; ficaremos ocupados apenas em agradar a nosso Pai, pois quaisquer que sejam as tribulações que possam nos ameaçar ou assolar, podemos nos manter confiantes, fazendo conhecidas de Deus as nossas petições, e a Sua paz, conforme nos promete a Sua Palavra, "guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus" (Fp. 4:6,7).

A própria morte não é morte para o crente; é a entrada para a vida, desembaraçada de todas as coisas que nos oprimem neste mundo. Mas não somente a paz será nossa porção, como também estaremos permanentemente cheios de um esfuziante gozo, sabendo que "o que há de vir virá, e não tardará", e então estaremos para sempre com o Senhor . (1 Ts. 4:17).

E. J. Checkley

A Fonte

Em 1848 Londres foi atacada com uma devastadora epidemia de cólera. Ninguém sabia qual a causa da doença. O pânico se alastrou.

O Dr. John Snow, ao estudar as mortes de 89 pessoas em uma semana em uma certa área da cidade, descobriu que apenas duas delas não tinham bebido de uma certa fonte de um poço na Broad Street. Quando pediram sua sugestão em uma reunião de emergência dos líderes da cidade, Snow sugeriu: “Removam a alavanca da bomba da Broad Street”. Isto foi feito e a epidemia naquela área da cidade cessou.

Mas apenas remover a alavanca não resolveu a raiz do problema. Os esgotos continuavam a gotejar no poço, contaminando-o. O poço precisava ser protegido da contaminação para assegurar que se tornasse uma fonte de água segura no futuro.

A Bíblia ilustra o coração como uma fonte ou poço. Em Provérbios 4:23 nos diz “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.”

Devemos estar continuamente em guarda contra o sutil esgoto espiritual que vai gotejando e poluindo. Uma dor, uma ofensa, pode nos encher de amargura. Uma gota de intriga pode encerrar uma amizade. Um pecado repetido pode nos fazer mergulhar na depressão. Uma ocupação frenética com muitas coisas ou a falta de descanso pode endurecer o coração com uma apatia por Deus.

Todos conhecemos pessoas cuja vida espiritual foi colocada de lado e aleijada por deixarem de guardar com diligência os seus corações. Isto pode facilmente acontecer a cada um de nós. Então como devemos guardar nosso coração? Há vários princípios que são essenciais. Primeiro, devemos confessar o pecado tão logo o Espírito Santo nos convença de pecado. Não podemos permitir que ele continue a poluir nosso coração. Podemos receber a purificação imediata de Deus. (1 Jo 1:9)

Em segundo lugar, devemos nos recusar a guardar rancor. Jesus nos ensina que o perdão imediato e a reconciliação são imprescindíveis para Seus discípulos (Mt 5:23-24, Mc 11:25). Atrasar isto é convidar a amargura a entrar.

Terceiro, devemos ser rápidos em nos humilharmos a nós mesmos. A humilhação nunca machuca uma relação; o orgulho sim, sempre. O orgulho cria barricadas contra a voz de Deus.

Quarto, devemos nos desviar dos pensamentos impuros que nos batem à porta. Martinho Lutero disse certa vez, “Você não pode impedir um pássaro de voar sobre sua cabeça, mas pode impedi-lo de fazer um ninho em seus cabelos”. Podemos não ser capazes de evitar os maus pensamentos, mas deixamos de ter desculpas se os acalentamos. Devemos provar nossos pensamentos pela Palavra de Deus. Se deixarmos que as sementes de incredulidade, luxúria e pecado germinem, iremos colher uma fé debilitada.

Finalmente, devemos ter comunhão com o povo de Deus para manter nosso poço limpo. Podemos encontrar um efeito renovador e purificador na fé motivadora e encorajadora de outros Cristãos (Hb 10:24-25).
Cristo está no seu coração? Você O está forçando a conviver com a imundície? Se deixarmos, Ele irá purificar nosso coração. Se O amarmos, iremos guardar nosso coração com toda a diligência contra tudo o que impeça que ele esteja adequado ao Senhor.

Autor desconhecido

Seus eleitos

Os "eleitos" podem não necessariamente se referir a cristãos. Se alguém falar de eleitos em nossos dias, aí sim, mas acaso Deus não tinha "eleitos" celestiais antes de existirem cristãos? E depois que os cristãos forem levados para o céu, porventura não existirão eleitos sobre a terra? Estaria Deus impedido de mostrar misericórdia na terra porque Sua graça soberana já teria dado a nós e aos santos do Antigo Testamento nossos respectivos lugares no céu?

Havia gentios eleitos nos dias dos patriarcas e depois também. Tome Jó e seus amigos: acaso não eram eles eleitos? Melquisedeque, Jetro e outros; não eram eles eleitos? Será preciso enumerar os eleitos de Israel no passado? Encontramos gentios eleitos tanto quanto judeus e cristãos. Quando lemos do cristianismo, então os eleitos devem ser identificados como tais; quando lemos sobre os judeus, então a frase se aplica à eleição dos judeus e o mesmo com respeito às nações. Devemos ser governados pelo contexto.

Já que o Senhor está aqui (Mateus 24) falando sobre Israel, o sentido não deve ser ambíguo. Quando temos "seus eleitos" mencionados, Ele quer dizer os eleitos daqueles que estão sendo descritos, ou seja, Israel. Não se trata de introduzir regras arbitrárias. Trata-se, na verdade, de um princípio de muito claro e necessário na exposição de um assunto.

O Senhor em todo o contexto está falando de Israel e de suas esperanças. Consequentemente, "seus eleitos" deve ser interpretado em conformidade com o assunto em pauta. Esses eleitos serão reunidos "dos quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus", todavia não para serem levados ao céu, mas para permanecerem na terra (compare com Isaías 27, Isaías 65 e Romanos 11:5, 7, 28).

Alianças

Deus faz Suas alianças por conta própria, sem consultar o homem. Com Noé Deus fez uma aliança de que não voltaria a destruir o mundo com um dilúvio, e como garantia daquele concerto Ele colocou o arco-íris nas nuvens (Gn 9:8-17). Este tipo de aliança assume a forma de uma promessa incondicional. Assim foi a aliança que Deus fez com Abraão, primeiro para com sua posteridade biológica em Gn 15:4-6 e depois no sentido de seu descendente, Cristo (Gn 22:15-18). A Abraão Deus também deu a aliança da circuncisão (Gn 17:10-14; At 7:8), um selo da justiça da fé (Rm 4:11).

A aliança com os filhos de Israel no Monte Sinai, por outro lado, foi condicional: se eles fossem obedientes e guardassem a lei, seriam abençoados; mas se fossem desobedientes, eles seriam amaldiçoados. (Dt 27, 28).

Na Epístola aos Gálatas o apóstolo argumenta que "a promessa" feita por Deus, "o testamento (concerto) anteriormente confirmado por Deus em Cristo", não podia ser afetada pela lei que foi dada 430 anos depois (Gl 3:16,17). Tendo a promessa sido feita através de Cristo, o apóstolo podia acrescentar, a respeito dos crentes gentios, que "se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa". (Gl 3:29).

A Nova Aliança

Esta é uma aliança incondicional que Deus declarou que iria fazer com as casas de Judá e Israel: colocaria Suas leis em suas mentes e as escreveria em seus corações; Ele seria seu Deus, e perdoaria sua maldade e nunca mais se lembraria de seus pecados (Jr 31:31-34). O fundamento disso foi lançado na cruz. Isso fica às vezes obscuro em algumas versões que não são traduzidas de forma uniforme. Às vezes aparece como 'testamento', outras como 'concerto' ou 'aliança'.

Por ocasião da instituição da ceia do Senhor o Senhor referiu-se ao Seu sangue como 'o sangue da nova aliança' (Mt 26:28; 1 Co 11:25); e 'Ele é o mediador da nova aliança' (Hb 9:15; Hb 12:24). Disso deduzimos que embora essa aliança com Israel ainda seja futura, é sobre o princípio que a rege, isto é, o princípio da graça soberana, que Deus está agindo hoje enquanto estabelece os termos sobre os quais trata o Seu povo, sendo o Senhor Jesus o Mediador, por intermédio de quem todas as bênçãos ficam asseguradas.

Veja Rm 5:1-10 e 2 Co 3 onde Paulo fala de si mesmo e daqueles com ele como 'ministros de um Novo Testamento", não da letra que mata, mas do Espírito que vivifica (2 Co 3:6).

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