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Os altos e baixos da vida - Frank Binford Hole. Narração Mario Persona

Em 1915 nosso irmão Frank Binford Hole escreveu o texto que vou narrar a seguir, animando os irmãos  da época diante das incertezas do futuro. Mal sabia ele o que estava por vir. Mais 3 anos da 1 Guerra Mundial, que acabaria em 1918. Na sequência, a Gripe Espanhola 1918 a 1920. Depois a queda da Bolsa Americana e a depressão econômica de 1929 a 1939.Na sequência, a Segunda Guerra Mundial de 1939 a 1945.

O autor partiria para estar com o Senhor no ano de 1964, depois de passar por tudo isso morando na Grã-Bretanha. O texto tem o título "Os altos e baixos da vida", e é sobre Daniel, um exemplo de como nos portar frente às mudanças. Vamos ao texto:

O Livro de Apocalipse

"Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer" (Ap 1.19). Portanto, o livro de Apocalipse é dividido em três partes:
a) "As coisas que tens visto" -- é o capítulo 1;
b) "As coisas que são" -- estão nos capítulos 2 e 3, ou seja, a verdadeira condição da igreja, a história de sua responsabilidade neste mundo, do princípio ao fim.
c) "As que depois destas hão de acontecer" -- capítulo 4 ao 22.

Angustia para Jaco - C. Buchanan

Para começar, a primeira e mais importante coisa para toda e qualquer pessoa é a salvação. Deus oferece vida eterna a todos por meio da fé em Seu Filho Jesus Cristo. É tanto para o judeu como para o gentio; Deus não faz acepção de pessoas.

"Depois destas coisas" - G. H. Hayhoe

"O testemunho de Jesus é o espírito de profecia" (Ap 19.10).

Este artigo é um pequeno esboço das "coisas que depois destas devem acontecer" (Ap 4.1). Neste momento estamos vivendo no -'período da igreja' tratado em Apocalipse 1.19, e também nos capítulos 2 e 3, mas Deus "derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da Sua vontade... de fazer convergir nEle (em Cristo), na dispensação da plenitude dos tempos, todas as cousas, tanto as do céu como as da terra" (Ef 1.8-10 - Versão Almeida Atualizada). Deus nosso Pai nos falou dos eventos que se seguirão a este presente 'período da igreja', culminando no dia em que Cristo terá Seu justo lugar, e até que Deus seja tudo em todos (1 Coríntios 15.28).

Eu sou do Senhor

Que conforto podemos encontrar em tais palavras! O Senhor Jesus nos redimiu com Seu sangue precioso (1 Pd. 1:18,19), nos tem em grande estima e, nos tendo comprado para Si (1 Co. 7:23), irá, com toda certeza, nos guardar (1 Pd. 1:5). Ninguém nos arrebatará de Sua mão (Jo. 10:28). Nossa vida está segura muito além de todas as eventualidades, pois está "escondida com Cristo em Deus" (Cl. 3:3). "De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor"" (Rm. 14:8).

Mesmo sendo constantemente jogados de um lado para o outro, como o somos, pelas circunstâncias que estão sempre mudando, o simples fato de estarmos aptos a dizer "Eu sou do Senhor" pode manter nossa alma em uma paz duradoura. É o céu começando aqui nesta terra.

Venha o que vier -- a dor ou a fadiga, pobreza ou perseguição, algemas ou prisões, fogo ou dilúvio -- ainda assim as doces palavras, "Eu sou do Senhor", nos capacitarão a dizer: "Em nada tenho a minha vida por preciosa" (At. 20:24).

E que forças recebemos quando estas poucas palavras, "Eu sou do Senhor", tornam-se um pensamento permanente a percorrer perpetuamente as mais íntimas recâmaras de nosso coração! Elas irão nos afastar do mundo mau; irão nos manter calmos e pacientes em meio à inquietação e rivalidade deste mundo, mesmo enquanto estamos cercados por seus turbulentos distúrbios e revoluções; irão nos erguer muito acima de seus ôcos prazeres, e nos proteger de seus perigosos estratagemas. Então, não estaremos ansiosos por coisa alguma; ficaremos ocupados apenas em agradar a nosso Pai, pois quaisquer que sejam as tribulações que possam nos ameaçar ou assolar, podemos nos manter confiantes, fazendo conhecidas de Deus as nossas petições, e a Sua paz, conforme nos promete a Sua Palavra, "guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus" (Fp. 4:6,7).

A própria morte não é morte para o crente; é a entrada para a vida, desembaraçada de todas as coisas que nos oprimem neste mundo. Mas não somente a paz será nossa porção, como também estaremos permanentemente cheios de um esfuziante gozo, sabendo que "o que há de vir virá, e não tardará", e então estaremos para sempre com o Senhor . (1 Ts. 4:17).

E. J. Checkley

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