Nicodemos veio ao Senhor com a intenção de aprender alguma coisa. Sem dúvida alguma o Senhor Jesus era e é um mestre maravilhoso, mas o que o pecador precisa, antes de mais nada, é receber uma nova vida, e por isso o Senhor respondeu: "aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". O homem havia sido ensinado sob a lei, pois "a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Rm 7.12) e todos aqueles preceitos que foram dados ao homem no Antigo Testamento vieram de Deus. Mas não davam uma nova vida pois as Escrituras afirmam que "se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei" (Gl 3.21). Em outra passagem (Dt 5.29) lemos: "Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias". Isto significa que a lei exige do homem algo que ele não deseja e nem tem poder para dar. Ele precisa de uma nova vida.
Por que então Deus deu a lei? Bem, quando você conversa com várias pessoas acaba percebendo que elas não crêem naquilo que Deus diz a respeito do homem e por isso Ele teve que nos demonstrar isso. Deus diz que "enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e perverso: quem o conhecerá?" (Jr 17.9). O apóstolo Paulo afirmou: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7.18). Em nosso estado natural não existe nada para Deus. Nossos corações estão em inimizade contra Deus pois a própria Bíblia afirma que "a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser" (Rm 8.7).
O que provou a lei e por que foi escrita sobre tábuas de pedra? Deus sabia que o homem, por possuir um coração empedernido, não poderia viver em conformidade com os Seus mandamentos, ainda que pensasse poder fazê-lo. Se tenho um filhinho que pensa ser capaz de carregar uma pesada mala, como posso provar a ele que não é capaz? Deixo-o experimentar! Israel pensava poder cumprir os requisitos de Deus, pois assim disseram: "Tudo o que o Senhor tem falado, faremos" (Êx 19.8). Mas eles falharam miseravelmente assim como todos nós falhamos.
O Senhor mostra em João 3 que deve haver uma operação de Deus na alma. Houve uma obra de Deus por nós na cruz do Calvário, mas deve haver uma obra que aconteça dentro de nós pois o coração natural do homem nunca irá atender aos clamores de Deus. O Senhor está dizendo a Nicodemos que ele deve nascer de novo - nascer do alto. Ele deve receber uma nova vida, e Deus usa Sua preciosa Palavra, aplicada pelo Espírito de Deus, para fazer isso. Tudo fica muito claro em 1 Pedro 1.22,23, onde lemos: "Purificando as vossas almas na obediência à verdade ('por intermédio do Espírito' - cf. algumas versões)... sendo de novo gerados... pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre". Outrora éramos pecadores e possuíamos somente uma natureza arruinada e pecaminosa, mas quando Deus introduziu a Sua Palavra em nossa alma, pelo poder do Espírito de Deus, fomos gerados ou nascidos de novo, recebendo uma nova vida proveniente de Deus. É por esta razão que passamos a desejar coisas diferentes.
Porém não se trata de um aperfeiçoamento daquela natureza caída que possuímos. Deus não a melhora; Ele a condena conforme aprendemos em Romanos 8.3: "Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne". Ele perdoa nossos pecados, mas não a natureza que nos leva a pecar. Ela permanecerá conosco enquanto estivermos neste corpo. Mesmo naquele que foi salvo há cinqüenta anos a natureza caída não melhorou nem um pouquinho, e nunca irá melhorar. Esta é a razão pela qual os cristãos pecam: deixam a natureza caída agir. Com o auxílio do Senhor iremos, mais adiante, buscar nas Escrituras o caminho da libertação. [continua]
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As 2 naturezas no crente - Parte I - Gordon H. Hayhoe
Este breve artigo foi escrito com o desejo de auxiliar as almas ansiosas, pois o Senhor quer que conheçamos e desfrutemos de nossa completa salvação. Romanos 8.23 nos mostra que devemos esperar pela redenção de nosso corpo que se dará por ocasião da vinda do Senhor, mas podemos nos regozijar no conhecimento, que agora temos, de que Deus removeu nossos pecados por meio do precioso sangue de Cristo, e também naquilo que Ele fez com respeito à natureza caída que trazemos em nós, também chamada de "velho homem".
Quanto mais desejamos agradar ao Senhor, maior fica nosso conflito interno, até que obedeçamos, assim como ocorreu com Israel na antigüidade, à ordem que foi dada: "Estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará" (Êx 14.13). Toda bênção espiritual é um dom e não é recebida mediante nossos esforços. É o conhecimento do Seu amor e do que Ele fez por nós que nos constrange a viver para Ele. "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." (Rm 8.16).
Em João 3.7 o Senhor Jesus Cristo afirmou que "necessário vos é nascer de novo", e eu gostaria de tratar deste assunto tão importante, além daquilo que se refere às duas naturezas no crente e à razão pela qual o crente peca. Isto é revelado na Bíblia, e é uma grande bênção conhecermos que Deus não apenas perdoou nossos pecados mas também nos colocou em uma nova posição diante de Si. As Escrituras nos explicam o que Ele fez no que se refere à nossa velha natureza caída e pecaminosa, a qual todos recebemos em conseqüência de nosso nascimento natural, e como Ele nos deu uma nova natureza, com novos desejos, a fim de sermos capazes de andar diante dEle em santa liberdade.
Há muito que aprender acerca do novo nascimento no terceiro capítulo de João. Em nossos dias há muitas pessoas que se referem ao novo nascimento como uma espécie de mudança que ocorre na vida de alguém, a qual costuma ser também chamada de "experiência cristã" naqueles que experimentam uma mudança de vida. Mas quando a Bíblia nos fala do novo nascimento é porque Deus verdadeiramente dá uma nova vida àquele que crê no Senhor Jesus. Não se trata de um aprimoramento da velha vida, mas uma vida completamente nova. Era o nascer de novo (ou nascer do alto) que o Senhor estava apresentando a Nicodemos. Nascer de novo é obter uma nova vida proveniente de Deus, e veremos também que a vida que Deus dá é a vida de Cristo. Ele a dá a todo aquele que crê, e é evidente que a conseqüência disso será uma mudança, pois a nova vida deseja agradar a Deus. [continua]
Quanto mais desejamos agradar ao Senhor, maior fica nosso conflito interno, até que obedeçamos, assim como ocorreu com Israel na antigüidade, à ordem que foi dada: "Estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará" (Êx 14.13). Toda bênção espiritual é um dom e não é recebida mediante nossos esforços. É o conhecimento do Seu amor e do que Ele fez por nós que nos constrange a viver para Ele. "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." (Rm 8.16).
Em João 3.7 o Senhor Jesus Cristo afirmou que "necessário vos é nascer de novo", e eu gostaria de tratar deste assunto tão importante, além daquilo que se refere às duas naturezas no crente e à razão pela qual o crente peca. Isto é revelado na Bíblia, e é uma grande bênção conhecermos que Deus não apenas perdoou nossos pecados mas também nos colocou em uma nova posição diante de Si. As Escrituras nos explicam o que Ele fez no que se refere à nossa velha natureza caída e pecaminosa, a qual todos recebemos em conseqüência de nosso nascimento natural, e como Ele nos deu uma nova natureza, com novos desejos, a fim de sermos capazes de andar diante dEle em santa liberdade.
Há muito que aprender acerca do novo nascimento no terceiro capítulo de João. Em nossos dias há muitas pessoas que se referem ao novo nascimento como uma espécie de mudança que ocorre na vida de alguém, a qual costuma ser também chamada de "experiência cristã" naqueles que experimentam uma mudança de vida. Mas quando a Bíblia nos fala do novo nascimento é porque Deus verdadeiramente dá uma nova vida àquele que crê no Senhor Jesus. Não se trata de um aprimoramento da velha vida, mas uma vida completamente nova. Era o nascer de novo (ou nascer do alto) que o Senhor estava apresentando a Nicodemos. Nascer de novo é obter uma nova vida proveniente de Deus, e veremos também que a vida que Deus dá é a vida de Cristo. Ele a dá a todo aquele que crê, e é evidente que a conseqüência disso será uma mudança, pois a nova vida deseja agradar a Deus. [continua]
Volte! - Mario Persona
"E Jesus lhes disse: Eu sou o Pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (Jo 6.35,37.)
Que convite de amor Cristo nos faz! O mundo nos faz muitos convites e promete uma paz fundamentada em coisas efêmeras que não duram uma vida. Mas o Senhor oferece algo que não passa: "Deixo-vos a paz, A MINHA PAZ vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá." (Jo 14.27.) Conta-se que Abraham Lincoln, ao ser eleito presidente dos Estados Unidos, preparava-se para embarcar no trem que o levaria a Washington e, voltando-se para a multidão que o acompanhara à estação, disse:
- Certo rei ordenou a seus sábios que escrevessem uma frase que pudesse ser usada em qualquer ocasião. E a frase que eles escolheram é a mesma que posso usar nesta ocasião: "Isto também é passageiro".
Muitas vezes somos tentados a voltar ao mundo, vivendo à sua maneira e desfrutando de suas ilusórias "vantagens". Assim desejavam os israelitas durante a peregrinação no deserto, quando estavam enjoados do maná. Aquilo que no princípio tinha para eles o sabor de mel (Êx 16.31), acabou lhes parecendo ter o intragável sabor de azeite fresco (Nm 11.8). Eles se lamentavam, dizendo: "Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; cousa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos." (Nm 11.4-6.) Quanto engano havia nesse lamento! No Egito eles não passavam de escravos, pois "os egípcios faziam servir os filhos de Israel com durezas; assim lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo". (Êx 1.13,14.)
O mesmo ocorre conosco; logo nos esquecemos de que éramos escravos de Satanás e queremos voltar ao nosso estado anterior, achando que "comíamos de graça". Que triste engano! O mundo tem tanto a oferecer para o cristão como o Egito tinha para o povo de Israel. Nada havia para eles no Egito além de dura escravidão. Mas, assim como o povo foi libertado da escravidão, nós também fomos libertados pelo sangue de Cristo, escapando do juízo que cairá sobre este mundo e sobre aqueles que rejeitarem o favor de Deus. Mas, como os israelitas, após termos sido salvos nos encontramos em um deserto, seco e árido, onde Deus nos sustenta com o "pão da vida" que desceu do Céu (Jesus) e com a água saída da Rocha ("e a pedra era Cristo" 1 Co 10.4).
Quão triste é para nosso Senhor, que sofreu tanto para nos salvar, ver os Seus redimidos desejosos de voltarem ao seu estado anterior! O quanto vale para nós todo o Seu sacrifício? Nossos olhos sempre se ocupam com aquilo que nos parece de maior valor; e que valor tem para nós o sangue de Cristo derramado em nosso favor? Pilatos, ao apresentar o Senhor à multidão, perguntou: "Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado." (Mt 27.22.)
E você, o que fará de Jesus, seu Salvador? Judas O vendeu por trinta moedas de prata, o valor de um escravo. (Êx 21.32.) Quanto vale o Senhor para você? Haverá alguma coisa neste mundo, ou mesmo o mundo todo, cujo valor exceda o dAquele que deu Sua vida por você? Se você se afastou dEle, saiba que Ele não se afastou de você. Como o "filho pródigo" de Lucas 15.11, você já deve ter percebido que este mundo só pode lhe oferecer comida de porcos. Mas o Pai está esperando por você de braços abertos, desejoso de lhe dar o melhor: "o pão da vida". Volte agora mesmo. Confesse a Ele o seu pecado e, ainda que deseje culpar outros por seu afastamento, é com o Pai que você interrompeu sua comunhão e é com Ele que deve se reconciliar em primeiro lugar.
"...tomei-os pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento." (Os 11.3,4).
Que convite de amor Cristo nos faz! O mundo nos faz muitos convites e promete uma paz fundamentada em coisas efêmeras que não duram uma vida. Mas o Senhor oferece algo que não passa: "Deixo-vos a paz, A MINHA PAZ vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá." (Jo 14.27.) Conta-se que Abraham Lincoln, ao ser eleito presidente dos Estados Unidos, preparava-se para embarcar no trem que o levaria a Washington e, voltando-se para a multidão que o acompanhara à estação, disse:
- Certo rei ordenou a seus sábios que escrevessem uma frase que pudesse ser usada em qualquer ocasião. E a frase que eles escolheram é a mesma que posso usar nesta ocasião: "Isto também é passageiro".
Muitas vezes somos tentados a voltar ao mundo, vivendo à sua maneira e desfrutando de suas ilusórias "vantagens". Assim desejavam os israelitas durante a peregrinação no deserto, quando estavam enjoados do maná. Aquilo que no princípio tinha para eles o sabor de mel (Êx 16.31), acabou lhes parecendo ter o intragável sabor de azeite fresco (Nm 11.8). Eles se lamentavam, dizendo: "Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; cousa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos." (Nm 11.4-6.) Quanto engano havia nesse lamento! No Egito eles não passavam de escravos, pois "os egípcios faziam servir os filhos de Israel com durezas; assim lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo". (Êx 1.13,14.)
O mesmo ocorre conosco; logo nos esquecemos de que éramos escravos de Satanás e queremos voltar ao nosso estado anterior, achando que "comíamos de graça". Que triste engano! O mundo tem tanto a oferecer para o cristão como o Egito tinha para o povo de Israel. Nada havia para eles no Egito além de dura escravidão. Mas, assim como o povo foi libertado da escravidão, nós também fomos libertados pelo sangue de Cristo, escapando do juízo que cairá sobre este mundo e sobre aqueles que rejeitarem o favor de Deus. Mas, como os israelitas, após termos sido salvos nos encontramos em um deserto, seco e árido, onde Deus nos sustenta com o "pão da vida" que desceu do Céu (Jesus) e com a água saída da Rocha ("e a pedra era Cristo" 1 Co 10.4).
Quão triste é para nosso Senhor, que sofreu tanto para nos salvar, ver os Seus redimidos desejosos de voltarem ao seu estado anterior! O quanto vale para nós todo o Seu sacrifício? Nossos olhos sempre se ocupam com aquilo que nos parece de maior valor; e que valor tem para nós o sangue de Cristo derramado em nosso favor? Pilatos, ao apresentar o Senhor à multidão, perguntou: "Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado." (Mt 27.22.)
E você, o que fará de Jesus, seu Salvador? Judas O vendeu por trinta moedas de prata, o valor de um escravo. (Êx 21.32.) Quanto vale o Senhor para você? Haverá alguma coisa neste mundo, ou mesmo o mundo todo, cujo valor exceda o dAquele que deu Sua vida por você? Se você se afastou dEle, saiba que Ele não se afastou de você. Como o "filho pródigo" de Lucas 15.11, você já deve ter percebido que este mundo só pode lhe oferecer comida de porcos. Mas o Pai está esperando por você de braços abertos, desejoso de lhe dar o melhor: "o pão da vida". Volte agora mesmo. Confesse a Ele o seu pecado e, ainda que deseje culpar outros por seu afastamento, é com o Pai que você interrompeu sua comunhão e é com Ele que deve se reconciliar em primeiro lugar.
"...tomei-os pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento." (Os 11.3,4).
Andar com Deus
"E andou Enoque com Deus..." (Gn 5.22). "Noé andava com Deus" (Gn 6.9). Andar com Deus exige que se gaste tempo com Deus. Enoque e Noé desfrutaram deste santo privilégio. No entanto, podemos argumentar que eles viviam em uma época bem diferente da nossa, sem tantos afazeres como hoje temos.
Mas, por outro lado, devemos lembrar que tanto Enoque como Noé eram homens casados, com esposa e filhos para cuidar, e ainda exerciam um ministério para Deus. Noé até mesmo empreendeu a construção de um grande barco, e isso em uma época em que não podia contar com eletricidade, automóveis, supermercados, computadores, fornos de microondas ou máquinas de lavar. Talvez a culpa da dificuldade que encontramos para andarmos com Deus não esteja no tempo em que vivemos, mas antes em quanto tempo queremos investir neste santo privilégio. [ S. McEachem ]
Mas, por outro lado, devemos lembrar que tanto Enoque como Noé eram homens casados, com esposa e filhos para cuidar, e ainda exerciam um ministério para Deus. Noé até mesmo empreendeu a construção de um grande barco, e isso em uma época em que não podia contar com eletricidade, automóveis, supermercados, computadores, fornos de microondas ou máquinas de lavar. Talvez a culpa da dificuldade que encontramos para andarmos com Deus não esteja no tempo em que vivemos, mas antes em quanto tempo queremos investir neste santo privilégio. [ S. McEachem ]
Guardai-vos dos idolos
Temos que examinar nossa vida para vermos se não temos ídolos! Não me refiro a ídolos feitos com madeira ou pedra; não, os ídolos de hoje são diferentes em sua forma, mas não são menos perigosos em suas consequências. Eles podem ter quatro rodas e todos os acessórios, ou talvez ser uma conta bancária bem suprida. Talvez seja um negócio que esteja consumindo todas as horas produtivas de nossa semana. Ou pode ser a tela de uma TV a roubar nosso tempo com suas imagens bruxuleantes. Acaso entrou um ídolo em sua vida? Livre-se dele e sirva o Deus vivo de todo o seu coração. [ S. McEachem ]
Existirá algo, sob o sol, a brilhar,
Que atrapalhe a minha comunhão com Teu Ser?
Oh! Livre-me disto e fiques a reinar,
Pois só Tu, Senhor,
És a razão do meu viver!
Existirá algo, sob o sol, a brilhar,
Que atrapalhe a minha comunhão com Teu Ser?
Oh! Livre-me disto e fiques a reinar,
Pois só Tu, Senhor,
És a razão do meu viver!
O prego
Na parede de uma cozinha havia um prego onde estavam penduradas algumas canecas. -- Oh! -- disse a menor delas. -- Sou tão pequena e feia que acho que vou cair. -- Sou tão grande e pesada que estou certa que vou despencar daqui -- temeu a maior delas. A caneca de lata suspirou -- Se eu fosse como a caneca de ouro, nunca teria medo de cair...
A caneca de ouro que, pendurada no mesmo prego a tudo escutava, disse -- Não é pelo fato de eu ser uma caneca de ouro que estou segura, mas sim por causa do prego! -- Se o prego caisse, todas nós cairíamos juntas! -- continuou. -- Não importa se a caneca é de ouro ou de lata; enquanto o prego estiver firme todas as canecas estarão a salvo! (Is 22.23,24). [ autor desconhecido ]
A caneca de ouro que, pendurada no mesmo prego a tudo escutava, disse -- Não é pelo fato de eu ser uma caneca de ouro que estou segura, mas sim por causa do prego! -- Se o prego caisse, todas nós cairíamos juntas! -- continuou. -- Não importa se a caneca é de ouro ou de lata; enquanto o prego estiver firme todas as canecas estarão a salvo! (Is 22.23,24). [ autor desconhecido ]
O fim de uma jornada
O poema abaixo foi encontrado entre as anotações de um homem que viveu somente em busca do sucesso e da fama neste mundo. As palavras falam por si só, pairando como um solene aviso a todos os que colocam este mundo em primeiro lugar, andando na senda da ambição.
Por que trabalhar por honra humana, E por que a glória e fama buscar? Existe razão pra ter tanta gana, Na busca de um nome famoso a zelar? Fama! Fama! Ah! O que é a tal fama? Senão uma bolha -- uma palavra só, Um canto enganoso que do lixo chama, Ou vil esperança que chega a dar dó; O extremo desejo de um coração, Que foge de tudo que é digno e real; Ao qual se reserva a decepção, Após ser covil do orgulho e do mal.
"Ò fama e à fortuna!", bem alto bradei,
Jornada iniciei rumo à ruína,
Sim, creiam-me, muito aqui me esforcei;
Fiz tudo o que pude pra chegar lá em cima.
"Ò fama, à fama!"; logo descobri
Que é tarde o momento em que ela vem;
Suas teias imundas que prendem-me aqui,
Acaso estarão comigo no Além?
Me esforcei muito no fátuo caminho;
Foi esta a razão do meu triste ser,
Tudo eu busquei no mundo mesquinho,
E UM TÚMULO É TUDO O QUE AGORA HERDEI!.
Estas linhas não carecem de comentário e gostaríamos de deixá-las de lado a fim de nos ocuparmos com um trecho tirado dos últimos escritos de alguém que renunciou a uma carreira das mais ambiciosas para levar sua cruz e seguir o Senhor Jesus no caminho da rejeição.
Ao final de sofrimentos e tribulações que poucos puderam experimentar, ele foi lançado numa masmorra romana. Quase todos os seus amigos neste mundo o abandonaram; teve que se apresentar diante do cruel tirano Nero para, à sua ordem, ser lançado aos leões ou ter experimentado alguma outra tortura diabólica. Este era um "fim de jornada" que tinha tudo para ser temido.
Mas que prêmio ele herdou! Não havia nenhum túmulo em seus pensamentos quando escreveu para seu jovem amigo Timóteo: "Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda." 2 Timóteo 4.6-8.
Considere agora o fim destes dois homens e lembre-se de que você não pode servir a dois senhores -- deve ser Cristo ou seu ego. "Escolhei hoje a quem sirvais." Josué 24.15. Deus deseja que você seja sábio. "Ouve o conselho... para que sejas sábio nos teus últimos dias." Provérbios 19.20. "Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte." Jeremias 21.8. "Te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua semente." (Deuteronômio 30.19). [ Echoes of Grace Nov/84 ]
Por que trabalhar por honra humana, E por que a glória e fama buscar? Existe razão pra ter tanta gana, Na busca de um nome famoso a zelar? Fama! Fama! Ah! O que é a tal fama? Senão uma bolha -- uma palavra só, Um canto enganoso que do lixo chama, Ou vil esperança que chega a dar dó; O extremo desejo de um coração, Que foge de tudo que é digno e real; Ao qual se reserva a decepção, Após ser covil do orgulho e do mal.
"Ò fama e à fortuna!", bem alto bradei,
Jornada iniciei rumo à ruína,
Sim, creiam-me, muito aqui me esforcei;
Fiz tudo o que pude pra chegar lá em cima.
"Ò fama, à fama!"; logo descobri
Que é tarde o momento em que ela vem;
Suas teias imundas que prendem-me aqui,
Acaso estarão comigo no Além?
Me esforcei muito no fátuo caminho;
Foi esta a razão do meu triste ser,
Tudo eu busquei no mundo mesquinho,
E UM TÚMULO É TUDO O QUE AGORA HERDEI!.
Estas linhas não carecem de comentário e gostaríamos de deixá-las de lado a fim de nos ocuparmos com um trecho tirado dos últimos escritos de alguém que renunciou a uma carreira das mais ambiciosas para levar sua cruz e seguir o Senhor Jesus no caminho da rejeição.
Ao final de sofrimentos e tribulações que poucos puderam experimentar, ele foi lançado numa masmorra romana. Quase todos os seus amigos neste mundo o abandonaram; teve que se apresentar diante do cruel tirano Nero para, à sua ordem, ser lançado aos leões ou ter experimentado alguma outra tortura diabólica. Este era um "fim de jornada" que tinha tudo para ser temido.
Mas que prêmio ele herdou! Não havia nenhum túmulo em seus pensamentos quando escreveu para seu jovem amigo Timóteo: "Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda." 2 Timóteo 4.6-8.
Considere agora o fim destes dois homens e lembre-se de que você não pode servir a dois senhores -- deve ser Cristo ou seu ego. "Escolhei hoje a quem sirvais." Josué 24.15. Deus deseja que você seja sábio. "Ouve o conselho... para que sejas sábio nos teus últimos dias." Provérbios 19.20. "Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte." Jeremias 21.8. "Te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua semente." (Deuteronômio 30.19). [ Echoes of Grace Nov/84 ]
A ultima trombeta - F. G. Patterson
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro." 1 Tessalonicenses 4.16
O Exército do Senhor espera por uma ordem apenas -- uma preciosa e gloriosa palavra! Aquele que outrora fez ouvir Sua voz neste mundo em humilde graça, e que agora fala no céu com graça jamais alterada pelo pecado do homem, irá em breve dar a "Sua palavra de ordem" (1 Ts 4.16) dirigida aos que são Seus. Apenas estes a conhecem, e será ouvida somente por aqueles que já tiverem conhecido a voz do Pastor; num piscar de olhos tudo será transformado (1 Co 15.52), e estaremos "para sempre com o Senhor" (1 Ts 4.17).
Que som emocionante será para aquele que já está cansado; que tem estado a trilhar um humilde caminho nas fileiras do Senhor! Pode até ser que já tenha reclinado sua cabeça no seio do Senhor e, embora seu espírito já se encontre com o Senhor, seu corpo permaneça agora "dormindo" (1 Ts 4.13) até que chegue aquele dia. Pode ser que seja um dos que se encontram entre "nós, os vivos, os que ficarmos" (1 Ts 4.17), e quando a voz de Jesus soar, Este o encontrará em seu posto, como alguém que espera por seu Senhor. Nos milhões de circunstâncias da vida, Sua voz irá encontrar aquele que Ele ama, e irá levá-lo para a casa do Seu Pai nas alturas. O poderoso exército do Senhor irá subir, em silêncio e segredo, como ocorreu na ressurreição do próprio Senhor. Ele irá juntar o pó do Seu povo, preservado cuidadosamente até então por Seu poder vivificador. Os quatro ventos dos céus talvez o tenha espalhado, mas a terra deverá devolver sua presa. O mar dará aqueles que são de Cristo e que talvez tenham encontrado ali um jazigo anônimo. O túmulo lacrado, a silenciosa câmara da morte, deverá ter recolhido o seu precioso pó. Tanto o solo que esconde uma sepultura há muito intocada, até o recém fechado jazigo, terão que admitir que Aquele que saiu da sepultura, antes lacrada, na presença dos adormecidos vigias -- Aquele que deixou os lençóis de Sua mortalha no local onde estivera Seu corpo -- ordenou que com o mesmo silêncio, na mesma quietude, posto que em extremo poder, "os que morreram em Cristo" ressuscitem. Eles irão deixar seus lugares do mesmo modo como Ele, "as primícias", o fez. O exército dos vivos, que ainda estiver aqui, ouvirá Sua voz, e então o que é corruptível será revestido da incorruptibilidade, o que mortal será revestido da imortalidade, e se ouvirá a exultante canção da Igreja em resposta ao Seu poderoso chamado -- "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" (1 Co 15). "E verão o Seu rosto, e nas suas testas estará o Seu nome." (Ap 22.4). Assim como aconteceu com Enoque, não serão achados, pois Deus os terá trasladado (Gn 5.24).
Que incentivo é esta esperança para o tempo em que ainda estamos aqui, a qual pode gerar em nós sinceridade de propósito em servir Òquele por Quem esperamos. O terror do Senhor para aqueles que não são de Cristo deve pesar consideravelmente no coração de Seus soldados enquanto aqui (Lc 21.26), que sabem que a Igreja adormecida já teve o seu grito da meia-noite (Mt 25.1-13). Sabem o quanto a Sua volta tem estado esquecida e até mesmo negligenciada. Sabem como muitos que O amam caíram no engano do servo infiel que disse: "Meu Senhor tarda em vir" (Lc 12.45). Tornaram a ouvir Sua voz e prepararam suas lâmpadas, indo se encontrar com Ele, pois estão cientes de quão solene é o momento em que vivem. Sentem que o raiar do dia se aproxima; estão a olhar por entre astrevas a fim de virem o Esposo da Igreja -- a "Resplandecente Estrela da Manhã" (Ap 22.16). Sentem que toda a confusão do momento presente caracteriza o estado das pobres virgens tolas. Conhecem também o solene lamento que irá cair sobre esta Terra, onde se professa o cristianismo mas onde Cristo é totalmente desconhecido -- "Senhor, Senhor, abre-nos", será o lamento quando a porta se tiver fechado para sempre! Deveras, que solene momento de terror há de ser!
Oh! que momento de brilho e esplendor será para aqueles que pertencem à "primeira ressurreição" (Ap 20.5,6), que são ressuscitados ou transformados por Seu tremendo poder como uma prova e testemunho de sua completa aceitação no Amado. Sua ressurreição foi uma prova da perfeição e glória da Sua Pessoa quando esteve aqui. Nossa ressurreição será a prova da perfeição de Sua obra na qual estamos. Certamente devemos então nos consolar "uns aos outros com estas palavras".
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." 1 Coríntios 15.58. [ F.G.Patterson ]
O Exército do Senhor espera por uma ordem apenas -- uma preciosa e gloriosa palavra! Aquele que outrora fez ouvir Sua voz neste mundo em humilde graça, e que agora fala no céu com graça jamais alterada pelo pecado do homem, irá em breve dar a "Sua palavra de ordem" (1 Ts 4.16) dirigida aos que são Seus. Apenas estes a conhecem, e será ouvida somente por aqueles que já tiverem conhecido a voz do Pastor; num piscar de olhos tudo será transformado (1 Co 15.52), e estaremos "para sempre com o Senhor" (1 Ts 4.17).
Que som emocionante será para aquele que já está cansado; que tem estado a trilhar um humilde caminho nas fileiras do Senhor! Pode até ser que já tenha reclinado sua cabeça no seio do Senhor e, embora seu espírito já se encontre com o Senhor, seu corpo permaneça agora "dormindo" (1 Ts 4.13) até que chegue aquele dia. Pode ser que seja um dos que se encontram entre "nós, os vivos, os que ficarmos" (1 Ts 4.17), e quando a voz de Jesus soar, Este o encontrará em seu posto, como alguém que espera por seu Senhor. Nos milhões de circunstâncias da vida, Sua voz irá encontrar aquele que Ele ama, e irá levá-lo para a casa do Seu Pai nas alturas. O poderoso exército do Senhor irá subir, em silêncio e segredo, como ocorreu na ressurreição do próprio Senhor. Ele irá juntar o pó do Seu povo, preservado cuidadosamente até então por Seu poder vivificador. Os quatro ventos dos céus talvez o tenha espalhado, mas a terra deverá devolver sua presa. O mar dará aqueles que são de Cristo e que talvez tenham encontrado ali um jazigo anônimo. O túmulo lacrado, a silenciosa câmara da morte, deverá ter recolhido o seu precioso pó. Tanto o solo que esconde uma sepultura há muito intocada, até o recém fechado jazigo, terão que admitir que Aquele que saiu da sepultura, antes lacrada, na presença dos adormecidos vigias -- Aquele que deixou os lençóis de Sua mortalha no local onde estivera Seu corpo -- ordenou que com o mesmo silêncio, na mesma quietude, posto que em extremo poder, "os que morreram em Cristo" ressuscitem. Eles irão deixar seus lugares do mesmo modo como Ele, "as primícias", o fez. O exército dos vivos, que ainda estiver aqui, ouvirá Sua voz, e então o que é corruptível será revestido da incorruptibilidade, o que mortal será revestido da imortalidade, e se ouvirá a exultante canção da Igreja em resposta ao Seu poderoso chamado -- "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" (1 Co 15). "E verão o Seu rosto, e nas suas testas estará o Seu nome." (Ap 22.4). Assim como aconteceu com Enoque, não serão achados, pois Deus os terá trasladado (Gn 5.24).
Que incentivo é esta esperança para o tempo em que ainda estamos aqui, a qual pode gerar em nós sinceridade de propósito em servir Òquele por Quem esperamos. O terror do Senhor para aqueles que não são de Cristo deve pesar consideravelmente no coração de Seus soldados enquanto aqui (Lc 21.26), que sabem que a Igreja adormecida já teve o seu grito da meia-noite (Mt 25.1-13). Sabem o quanto a Sua volta tem estado esquecida e até mesmo negligenciada. Sabem como muitos que O amam caíram no engano do servo infiel que disse: "Meu Senhor tarda em vir" (Lc 12.45). Tornaram a ouvir Sua voz e prepararam suas lâmpadas, indo se encontrar com Ele, pois estão cientes de quão solene é o momento em que vivem. Sentem que o raiar do dia se aproxima; estão a olhar por entre astrevas a fim de virem o Esposo da Igreja -- a "Resplandecente Estrela da Manhã" (Ap 22.16). Sentem que toda a confusão do momento presente caracteriza o estado das pobres virgens tolas. Conhecem também o solene lamento que irá cair sobre esta Terra, onde se professa o cristianismo mas onde Cristo é totalmente desconhecido -- "Senhor, Senhor, abre-nos", será o lamento quando a porta se tiver fechado para sempre! Deveras, que solene momento de terror há de ser!
Oh! que momento de brilho e esplendor será para aqueles que pertencem à "primeira ressurreição" (Ap 20.5,6), que são ressuscitados ou transformados por Seu tremendo poder como uma prova e testemunho de sua completa aceitação no Amado. Sua ressurreição foi uma prova da perfeição e glória da Sua Pessoa quando esteve aqui. Nossa ressurreição será a prova da perfeição de Sua obra na qual estamos. Certamente devemos então nos consolar "uns aos outros com estas palavras".
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." 1 Coríntios 15.58. [ F.G.Patterson ]
Notas sobre o Salmo 22
https://youtu.be/r-B2FSRDiHw
O Salmo 22 nos foi dado por Deus para nossa devoção e adoração. O capítulo 53 de Isaías é um diálogo sobre os sofrimentos de Cristo entre Jeová, o profeta e o remanescente judeu fiel. O capítulo 2 de Jonas trata dos sofrimentos do Senhor descritos por Ele após ter passado por eles ou prevendo a libertação quando em meio a eles.
Para que servem os milagres? - W. Fereday
Vivemos em uma época de incredulidade. Os homens dizem não acreditar mais em milagres. Isto é dito não apenas entre ateus ou céticos, mas na própria Cristandade, onde o evangelho derrama sua luz. Só falta a Cristandade dar mais um passo em sua senda de incredulidade: repudiar o próprio Deus. Este passo será dado muito em breve quando o homem se endeusar na pessoa do filho da perdição, o Anticristo, que é encontrado nas Escrituras (2 Tessalonicenses 2.3,4). Quando isso acontecer, não haverá mais lugar para Deus e Seu Filho. Por incrível que possa parecer, nessa ocasião os homens estarão novamente crendo em milagres. "Sinais e prodígios de mentira" irão se manifestar e serão cridos. Não é somente o céu que produz maravilhas -- o inferno também as manifesta. Isto foi testemunhado por Moisés em sua época e será testemunhado novamente no dia do Anticristo.
A infidelidade, seja ela religiosa ou não, pode criticar os registros dos milagres de nosso Senhor, não obstante os milagres terem realmente sido feitos. O fato de pelo menos três dos evangelhos haverem sido escritos num espaço de poucos anos após a ascensão de nosso Senhor, quando ainda poderiam ter sido facilmente desmentidos pelos opositores, é suficiente para estabelecer a sua credibilidade, mesmo dentro de critérios puramente humanos. Mas quando levamos em conta o magnífico fato (no qual toda alma reverente crê) de que o Espírito de Deus é o autor dos evangelhos, qualquer dúvida é deixada de lado.
Mas por que os milagres foram feitos? O próprio Salvador nos diz: "As obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou" (Jo 5.36; 10.25). Os milagres foram assim graciosamente concedidos como um auxílio à fé na Sua Pessoa e missão. É por isso que o Senhor disse a Filipe, "crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras" (João 14.11). É por isso também, que o Salvador lamenta em João 15.24: "Se eu entre eles não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas agora viram-nas e me aborreceram a mim e a meu Pai". Por serem os milagres auxílios dados à fé, eram, sem exceção, atos de misericórdia; atos que deveriam ter motivado os sentimentos de todos os interessados, por revelarem o coração de Deus em favor do homem.
Teria sido tão tolo superestimar o valor dos milagres quanto mostrar desprezo por eles. Um auxílio à fé não deve ser confundido com o alicerce da fé. Uma fé alicerçada em milagres é de tão pouco valor que o próprio Salvador, quando foi procurado por tal classe de pessoas, Se negou a confiar nelas (João 2.23-25). A verdadeira fé está alicerçada na Palavra de Deus (Romanos 10.17). Simão, o mago, foi atraído pelos milagres, e provou ser uma fraude; Sérgio Paulo desejou escutar a Palavra de Deus, e assim tornou-se um verdadeiro discípulo (Atos 8.13; 13.7,12). (W.Fereday)
A infidelidade, seja ela religiosa ou não, pode criticar os registros dos milagres de nosso Senhor, não obstante os milagres terem realmente sido feitos. O fato de pelo menos três dos evangelhos haverem sido escritos num espaço de poucos anos após a ascensão de nosso Senhor, quando ainda poderiam ter sido facilmente desmentidos pelos opositores, é suficiente para estabelecer a sua credibilidade, mesmo dentro de critérios puramente humanos. Mas quando levamos em conta o magnífico fato (no qual toda alma reverente crê) de que o Espírito de Deus é o autor dos evangelhos, qualquer dúvida é deixada de lado.
Mas por que os milagres foram feitos? O próprio Salvador nos diz: "As obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou" (Jo 5.36; 10.25). Os milagres foram assim graciosamente concedidos como um auxílio à fé na Sua Pessoa e missão. É por isso que o Senhor disse a Filipe, "crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras" (João 14.11). É por isso também, que o Salvador lamenta em João 15.24: "Se eu entre eles não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas agora viram-nas e me aborreceram a mim e a meu Pai". Por serem os milagres auxílios dados à fé, eram, sem exceção, atos de misericórdia; atos que deveriam ter motivado os sentimentos de todos os interessados, por revelarem o coração de Deus em favor do homem.
Teria sido tão tolo superestimar o valor dos milagres quanto mostrar desprezo por eles. Um auxílio à fé não deve ser confundido com o alicerce da fé. Uma fé alicerçada em milagres é de tão pouco valor que o próprio Salvador, quando foi procurado por tal classe de pessoas, Se negou a confiar nelas (João 2.23-25). A verdadeira fé está alicerçada na Palavra de Deus (Romanos 10.17). Simão, o mago, foi atraído pelos milagres, e provou ser uma fraude; Sérgio Paulo desejou escutar a Palavra de Deus, e assim tornou-se um verdadeiro discípulo (Atos 8.13; 13.7,12). (W.Fereday)
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