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Uncao, selo e penhor do Espirito - H. E. Hayhoe

A UNÇÃO DO ESPÍRITO

A unção do Espírito é dada para o serviço. (Lucas 4.18.) O sacerdote em Israel era ungido para o serviço (Êxodo 29). A unção era para separar pessoas para o Senhor, ou, no caso da adoração de Israel, coisas usadas na adoração. Hoje, nós que somos salvos, somos ungidos pelo Espírito. (2 Coríntios 1.21; 1 João 2.27.)

O SELO DO ESPÍRITO

O selo do Espírito serve para marcar aqueles que crêem, como pertencentes a Cristo. (2 Coríntios 1.22.) Sendo assim, é dito em Romanos 8.9 que "se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele", pois um homem não estará ainda totalmente reconhecido como pertencente a Cristo até que seja selado pelo Espírito, mesmo que uma obra de Deus pelo Espírito possa ter começado em sua alma. (Filipenses 1.6.) Todo crente, uma vez selado, é selado até o dia da redenção. (Efésios 4.30.)

O PENHOR DO ESPÍRITO

O penhor do Espírito significa que o Espírito que habita no crente é a garantia de que o crente, com absoluta certeza, irá estar na glória vindoura, incluído nos privilégios que o Espírito procura fazer que desfrutemos desde já. (2 Coríntios 1.22; 5.5; Efésios 1.14.)

CHEIOS DO ESPÍRITO

Somos exortados a nos encher do Espírito (Efésios 5.18), pois quando estamos assim cheios nos rendemos à energia do Espírito que deseja ocupar nossa mente e preencher o nosso coração com Cristo, na glória da Sua Pessoa e na plenitude da Sua obra. Sua obra perfeita glorificou a Deus, e tornou possível que a graça viesse a nós em toda a plenitude dos propósitos de Deus. Para nos rendermos é necessário que mortifiquemos os desejos do corpo, a fim de podermos viver no poder do Espírito e, quando estamos assim cheios, vivemos para Cristo. (Romanos 8.13.) Não se trata de algo que é feito de uma vez para sempre, mas trata-se da aplicação prática e diária da verdade. (Lucas 9.23; 2 Coríntios 4.10.)

Uma pessoa cheia do Espírito não estará ocupada consigo mesma, e nem tampouco com o próprio Espírito, mas com Cristo, Aquele de Quem o Espírito fala. (João 16.13,14.) Estêvão é um maravilhoso exemplo disto. (Atos 7.55.)

H. E. Hayhoe

O batismo com o Espirito Santo - H. E. Hayhoe

O batismo com o Espírito Santo aconteceu no dia de Pentecostes quando todo aquele grupo reunido no andar superior da casa recebeu o Espírito Santo. Naquela ocasião o Espírito Santo "encheu toda a casa" (Atos 2.2), e encheu também cada um dos que estavam na casa. (vers. 4.)

As "línguas repartidas" demonstravam o propósito de Deus em fazer tanto judeus como gentios um em Cristo, enquanto que o fato de serem "como que de fogo" (figura de um juízo), nos faz lembrar que "a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre". (Salmo 93.5.) Isto se tornou evidente no julgamento de Ananias e Safira. (Atos 5.) Algo similar ao batismo com o Espírito aconteceu quando os gentios foram publicamente recebidos, em Atos 10.44 e 11.15. É a isso que se refere 1 Coríntios 12.13, quando foi dada a Paulo a revelação da verdade da igreja como sendo o Corpo de Cristo.

Uma vez que a igreja já foi formada, o batismo com o Espírito não se repete em nossos dias. Hoje os crentes são acrescentados, à medida que cada um recebe o Espírito Santo individualmente, como consequência de sua fé em Cristo e na Sua obra. (Efésios 1.13.)

É bom frisar que em nossos dias o Espírito não é dado pela imposição de mãos. Além disso, mesmo na igreja primitiva, o Espírito nem sempre foi recebido desta maneira (veja Atos 10.44), mas Deus usou este meio em ocasiões especiais para preservar a igreja dos grupos nacionais independentes entre si. Foi o cumprimento de João 11.52. Podemos ver isto quando os samaritanos foram recebidos. (Atos 8.17.) Também quando foi recebido Saulo de Tarso, para que a ele pudesse ser dada a verdade de que os crentes em Cristo são um com Ele e para que Saulo pudesse se identificar com eles. (Atos 9.4,28.) Vemos isto novamente quando alguns gentios, que conheciam apenas o batismo de João, foram recebidos. (Atos 19.6.) "Há um só corpo e um só Espírito." (Efésios 4.4.)

H. E. Hayhoe

Nascido do Espirito - H. E. Hayhoe

Foi sempre pelo Espírito que a vida foi dada a todo aquele que pertence à família de fé. (Ezequiel 11.19; 36.26,27; João 3.5; 6.63.)

Agora todo crente tem "vida em abundância". (João 10.10.) Trata-se de vida em Cristo ressuscitado (João 20.22), de forma que possuímos uma vida sobre a qual o pecado não tem domínio (Romanos 6.14), sobre a qual a morte não tem nenhum direito (1 Coríntios 3.22), e sobre a qual Satanás não tem qualquer poder (1 João 5.18). Essa vida será manifestada na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme 1 Tessalonicenses 4.15-17.

Os santos do Antigo Testamento possuíam vida pelo Espírito, mas não aquela vida à qual as Escrituras se referem como "vida abundante". A vinda do Espírito Santo e Sua habitação em nós deram-nos o conhecimento de filiação, que significa um parentesco consciente que nos capacita a dizer: "Aba, Pai". (Gálatas 4.6.) Uma vez de posse desta vida, temos comunhão de pensamento em unidade de vida, por termos vida no Filho que nos revelou o Pai. O Espírito testifica dEle e da Sua obra a fim de que, por meio da fé, tomemos posse do gozoso conhecimento do parentesco que hoje temos.

Somos nascidos de Deus (1 João 5.1), participantes da natureza divina (2 Pedro 1.4; Efésios 4.24), e habitados pelo Espírito Santo. (1 Coríntios 6.19.)

H. E. Hayhoe

O Espirito Santo - H. E. Hayhoe

Uma busca cuidadosa nas Escrituras irá mostrar que toda obra de Deus tem sido, e sempre será, em Trindade. É sempre Deus o Pai, em Seu propósito; Cristo, o Filho, como Aquele que executa esses propósitos, e o Espírito, por meio de cujo poder os propósitos são executados.

O Espírito Santo é eterno. (Hebreus 9.14.) Ele é uma Pessoa e não apenas uma influência, pois o Senhor Jesus diz em João 14.16, "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre".

Ele convence o mundo do pecado e avisa do juízo prestes a vir. (João 16.8-11.)

Ele guia a toda a verdade; Ele glorifica a Cristo, e cuida das coisas de Cristo, e as mostra para nós. (João 16.13,14.)

Ele, o Espírito Santo, fala em João 16.13, Atos 13.2, 1 Timóteo 4.1 e Apocalipse 14.13.

Ele reparte a cada um conforme Ele quer. (1 Coríntios 12.11.)

Ele nos auxilia em nossas fraquezas e intercede pelos santos. (Romanos 8.26.)

Ele possui os pensamentos de Deus, por isso temos a mente do Espírito, conforme a vontade de Deus. (Romanos 8.27.)

Ele é o Espírito de verdade - sendo as próprias palavras das Escrituras a expressão do Espírito. (João 16.13; 1 Coríntios 2.13)

O que caracteriza esta presente dispensação (que começou no dia de Pentecostes e terminará com a vinda de Cristo como Noivo para a Sua noiva), é a presença do Espírito Santo de Deus sobre este mundo como uma Pessoa divina. Ele habita na casa da cristandade professa. (Atos 2.2; 1 Coríntios 3.16,17; Efésios 2.22.)

Ele também habita em cada crente. (1 Coríntios 6.19.) Ele é para nós a testemunha de tudo o que Cristo é e de tudo o que Ele fez para a glória de Deus. Também é pelo Espírito que somos levados à privilegiada posição de aceitação em Cristo e de glória vindoura juntamente com Ele. Ele pode ser entristecido por nossa conduta, mas nunca nos deixará. (Efésios 4.30; João 14.16.)

Toda obra de Deus é, como sempre foi, pelo Espírito. No Antigo Testamento, o Espírito de Deus foi o poder na criação. (Gênesis 1.2, Salmos 104.30.)

O Espírito de Deus desceu sobre os santos do Antigo Testamento, mas não habitou neles. (2 Crônicas 15.1.) Algumas vezes isso aconteceu mesmo com aqueles que não pertenciam à família de fé, como Balaão e Saul, no Antigo Testamento (Números 24.2; 1 Samuel 10.10), e Caifás, no Novo Testamento. (João 11.51.)

A vida eterna, agora recebida por fé, é desfrutada pelo poder de um Espírito não entristecido. (João 7.37-39; Efésios 4.30.)

A compreensão das coisas de Deus é fruto de um andar na presença de um Espírito não entristecido. (1 Coríntios 2.15.)

O Espírito de Deus irá sempre ocupar a mente, e encher o coração com Cristo, nunca com o próprio "eu", salvo nos casos em que o "eu" precise ser julgado. Isto nos conserva em temor, porém alegres. Em temor por sermos tão pouco conformados a Ele, e alegres por Ele nos amar tanto.

O cristao e a guerra - C. H. Mackintosh

Nosso Senhor Jesus Cristo deixou-nos um exemplo para que seguíssemos os Seus passos. Poderíamos nós seguir as Suas pegadas em um campo de batalha? Somos chamados a andar como Ele andou. Será que ir à guerra é andar como Ele andou?

Oh! Falhamos em muitas coisas; mas se nos perguntam se é correto um cristão ir à guerra, podemos responder apenas fazendo referência a Cristo. Como Ele procedeu? Acaso Ele veio para destruir vidas humanas? Não foi Ele Quem disse que "os que lançarem mão da espada a espada morrerão"? (Mt 26.52.) Ele também disse, "não resistais ao mal" (Mt 5.39). Como podemos conciliar tais palavras com a ida à guerra?

Mas alguém poderá dizer: - O que seria de nós se todos adotassem tais princípios? A isto respondemos que se todos nós adotássemos tais princípios celestiais não haveria mais guerra e, portanto, não precisaríamos mais lutar. Mas não cabe a nós ficar debatendo a respeito dos resultados da obediência. Temos apenas que obedecer à Palavra de nosso bendito Mestre e andar nas Suas pegadas; e se o fizermos, com toda certeza jamais alguém nos verá indo à guerra.

Há aqueles que citam o versículo da Palavra de Deus, "o que não tem espada, venda o seu vestido e compre-a" (Lc 22.36), como sendo uma permissão para se ir à guerra. Mas qualquer mente simples pode ver que este versículo nada tem a ver com a questão. Ele se refere a uma nova ordem de coisas na qual os discípulos teriam que entrar quando o Senhor fosse levado. Enquanto Ele estava com eles, nada lhes faltava; mas então eles teriam que enfrentar, na Sua ausência, o pleno embate com a oposição do mundo. Resumindo, essas palavras tinham uma aplicação totalmente espiritual.

Procura-se usar com frequência o fato de o centurião de Atos 10 não ter sido aconselhado a renunciar ao seu cargo. Não é do feitio do Espírito de Deus colocar as pessoas sob um jugo. Ele não diz ao que acaba de se converter: - Deixe isto e aquilo. A graça de Deus vai se encontrar com o homem onde ele está e leva-lhe uma salvação completa e a partir de então o ensina como andar de modo a expressar as palavras e os modos de Cristo em todo o seu poder santificador e formador do caráter do cristão.

Porém, há ainda aqueles que costumam dizer:

- Acaso o apóstolo, em 1 Coríntios 7, não nos diz para permanecermos na vocação em que formos chamados?

Sim; porém com esta cláusula que mostra claramente os limites disto: "diante de Deus". Isto faz uma diferença substancial. Suponha que um carrasco se converta; poderia ele continuar na sua vocação? Talvez alguém diga que este é um caso extremo. Certamente, mas é um caso que pode ocorrer, e prova quão falho é argumentar utilizando 1 Coríntios 7. Isto prova que há vocações em que uma pessoa não poderia permanecer como estando "diante de Deus".

Finalmente, no que se refere a esta questão, temos que simplesmente perguntar: - Acaso ir à guerra é permanecer diante de Deus ou andar nas pegadas de Cristo? Se for, então que os cristãos procedam assim; mas se não for, então o que fazer?

C. H. Mackintosh ("Things New and Old" - Fev.1876)

A igreja de Deus nos dias de hoje

Sem dúvida alguma, os cristãos de hoje estão confundidos acerca da Igreja. Existem centenas de denominações em todo o mundo, e todas presumindo ser a igreja verdadeira. O popular slogan "vá à igreja que mais lhe agrade" aceita esta condição e supõe que a Palavra de Deus seja falha em nos dar uma provisão adequada para estes tempos, guiando-nos em meio à confusão que reina na cristandade.

Mas, será que o Senhor Jesus queria deixar Seus seguidores sinceros em um tal estado de confusão? Vamos diretamente às Escrituras para mostrar o que Deus nos diz a respeito de Sua Igreja nos dias de hoje.

A primeira epístola a Timóteo apresenta a "Casa de Deus" (1 Tm 3:15) de acordo com o pensamento de Deus. A segunda epístola apresenta "a Casa" quando esta foi arruinada pelo fracasso do homem e, em sua ruína, ficou semelhante a uma "grande casa" na qual "não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra" (2 Tm 2:20).

O crente que uma vez tenha visto a verdade da Igreja ou assembléia como a Casa de Deus, tal como ensinam as Escrituras, talvez não encontre nada ao seu redor que corresponda ou se ajuste a esta verdade. O que mais vemos na cristandade é uma "grande casa" na qual há vasos, uns para honra e outros para desonra. Será que a Palavra de Deus dá instruções para o Seu povo em condições como estas? Sim, ela mesma nos dá a resposta.

Se desejamos andar neste mundo de acordo com o propósito de Deus, devemos aprender que, por maior que seja nossa inteligência natural, por mais que nossa mente tenha sido instruída, por maior que seja nosso conhecimento das Escrituras, e por mais sinceros que sejam nossos desejos, se confiarmos em nossa inteligência não poderemos achar a senda de Deus para o Seu povo, em meio à confusão reinante na cristandade. Não somos capazes de encontrar o caminho por nós mesmos em meio às crescentes dificuldades, tamanha é a contínua oposição à verdade, ou de nos desembaraçarmos das várias questões e dificuldades que continuamente surgem.

Após reconhecermos claramente nossa total incompetência, poderemos aprender que não cabe a nós encontrar nosso caminho como melhor possamos fazê-lo, e que Deus nunca esperou de nós que tivéssemos alguma sabedoria ou capacidade em nós mesmos para andar de acordo com os Seus pensamentos. Bem podia o Senhor dizer a nosso respeito: "Sem Mim nada podeis fazer" (Jo 15:5).  

Deus tem feito provisão
para que conheçamos a Sua vontade. Há três coisas que devemos recordar:  

1.
Temos uma Cabeça no céu: Cristo na glória é a Cabeça de Seu Corpo, a Igreja; e toda a sabedoria está na Cabeça. Não temos nenhuma sabedoria em nós mesmos. É de extrema importância deixarmos nossas próprias "cabeças" e olharmos para Cristo como "a Cabeça" que nos guia. Se confiarmos em nossas próprias "cabeças", não estaremos, na prática, "ligados à Cabeça" (Cl 2:19).  

2.
O Espírito Santo, uma Pessoa divina, está na Terra. O Senhor sabia que o Seu povo não seria capaz de manter-se, por si mesmo, em um mundo do qual Ele estaria ausente. Antes de partir, Ele disse: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade... Esse vos ensinará todas as coisas" (Jo 14:16,17,26). A defesa e a manutenção desta verdade não dependem dos crentes, mas da presença contínua do Espírito de verdade.  

3.
Temos a Santa Escritura que, "divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Tm 3:16,17), e que nos mostra "como convém andar na Casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3:15). Mas, numa época em que a Casa de Deus foi convertida em uma ruína e quando já não temos mais a realidade da verdade, o homem de Deus ainda pode recorrer à infalível autoridade das Escrituras, por meio das quais pode verificar todas as coisas.   Contudo, em hipótese alguma a ruína do cristianismo, qualquer que seja o seu grau, poderá alterar a Cristo, ao Espírito Santo, ou as Escrituras.

Cristo
continua sendo a Cabeça no céu, com toda a sabedoria necessária para o Seu povo, tanto para estes últimos tempos, como o foi nos primeiros dias da cristandade. O Espírito Santo habita entre os que crêem com inalterável poder para guiar e reger. As Sagradas Escrituras permanecem com sua autoridade suprema e inalterável.   Não obstante, a cristandade, como um todo, tem posto de lado a Cristo, ao Espírito Santo e as Escrituras.

Os grandes sistemas religiosos dos homens têm retido o nome de Cristo, enquanto têm abolido a Cristo como Cabeça no céu, nomeando-se cabeças terrenas. Roma tem seu Papa; a igreja grega, seu Patriarca; as igrejas protestantes, seus reis, arcebispos, presidentes ou moderadores. Por conseguinte, nesses grandes sistemas, pouco ou nenhum lugar é deixado ao Espírito. A máquina religiosa e os artifícios carnais do homem têm excluído o Espírito. E finalmente, os homens têm lançado o mais implacável ataque contra as Escrituras, manipulando-as a seu bel-prazer, até ao ponto de não restar quase nenhuma seita na cristandade que mantenha certo grau de reconhecimento de que TODA a Escritura é "divinamente inspirada" (2 Tm 3:16).  

O que devemos fazer?
As Escrituras nos respondem definitivamente o que nós devemos manter e como devemos atuar sobre dois grandes princípios:  

1. Separação de tudo o que é contrário à verdade de Deus - Tudo quanto seja uma negação da verdade da Igreja; tudo quanto negue a Cristo como sendo a única Cabeça de Sua Igreja; tudo quanto negue ao Espírito Santo como sendo nosso todo suficiente guia, e tudo quanto negue as Escrituras como sendo nossa absoluta autoridade, a qual permanece imutável.  

2.
Associação com tudo quanto está de acordo com Deus - Depois de termos nos apartado do mal, as Escrituras insistem neste outro ponto igualmente importante. Em poucas palavras, "cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem" (Is 1:16,17).  

O que nos dizem as Escrituras quanto à separação do mal?
Todos devemos admitir que a separação deste mundo ímpio foi sempre necessária para o povo de Deus em todos os tempos; todavia neste tempo em que a cristandade encontra-se corrompida, temos instruções especiais para uma separação em três aspectos:  

1.
Separação de todo sistema religioso, que é uma negação da verdade de Cristo e da Igreja. "Saiamos, pois, a Ele fora do arraial, levando o Seu vitupério" (Hb 13:13). O arraial (ou acampamento) era o sistema judaico estabelecido originalmente por Deus. Era composto de um povo em um relacionamento exterior com Deus, com uma ordem terrena de sacerdotes. É evidente que os sistemas religiosos da cristandade foram formados sob o modelo do arraial ou acampamento. Geralmente são compostos de uma mistura de convertidos e inconversos. Tais sistemas são, definitivamente, de um apelo ao homem natural, pois têm seus santuários terrenos, seu ritual e sua ordenação humana de sacerdotes ou líderes que se colocam entre o povo e Deus. E assim, imitando o arraial ou acampamento, os cristãos puseram de lado a Cristo como a Cabeça, ao Espírito Santo como guia, e as Escrituras como autoridade. Se quisermos dar a Cristo o Seu verdadeiro lugar, devemos, em obediência à Palavra de Deus, sair "a Ele, fora do arraial, levando o Seu vitupério" (Hb 13:13).  

2. As Escrituras também nos ensinam, de uma maneira muito clara, a separação da má doutrina. "Qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade" (2 Tm 2:19). Todo aquele que confessa o nome do Senhor, por sua profissão de fé, identifica-se com o Senhor, e é responsável de apartar-se da iniqüidade. Está bem claro que esta passagem está se referindo à "iniqüidade" como sendo más doutrinas. Não devemos associar a iniqüidade com o nome de Cristo. Pode ser que seja muito custoso agora nos separarmos da iniqüidade, mas qual é a estima que temos de Cristo?  

3.
Estas mesmas Escrituras nos pedem para nos separarmos de pessoas más. 2 Timóteo 2:20 nos fala de "vasos para honra e vasos para desonra", e o versículo seguinte diz que devemos nos purificar dos vasos para desonra, para sermos vasos para honra, "santificado e idôneo para uso do Senhor" (2 Tm 2:21). Aqui está se referindo às pessoas e não meramente a doutrina. Em outras palavras, à medida que nos separamos destes vasos - pessoas, não apenas suas doutrinas - somos santificados e feitos úteis para uso do Senhor. Não é suficiente o não apoiar suas doutrinas, pois só pelo fato de se estar associado a eles há contaminação com o mal. Todos os esforços possíveis têm sido feitos, na cristandade, para debilitar a força desta passagem.  

Assim, as Escrituras nos ensinam, com toda evidência, a separação dos sistemas os quais são uma negação da verdade; das falsas doutrinas, que negam a verdade, e dos vasos para desonra, pessoas que não praticam a verdade.   A separação, ainda que necessária, é sempre negativa, mas deve ter também algo que seja positivo. Isto nos leva ao segundo e grande princípio: associação com o bem. Devemos seguir "a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor" (2 Tm 2:22).  

Primeiro deve haver a justiça ou retidão. Qualquer que seja a profissão de fé que o homem faça, se não há nenhuma evidência de justiça prática, não pode estar de acordo com Deus. Mas a justiça não é bastante; o que é justo e o que é injusto não são suficientes para determinar o caminho do cristão. Ele deve, por princípio, fazer o que é justo, mas para andar com desembaraço no caminho do Senhor se requer fé. Portanto, com a justiça, deve haver a fé. E a justiça e a fé preparam caminho para o amor. Se o amor não é garantido pela justiça e pela fé, se degenerará em mero afeto humano, o qual será usado como desculpa para não se atuar com firmeza e para passar por alto o mal. Logo estas qualidades conduzem à paz - não a uma paz desonrosa que faz compromisso com o mal, com a incredulidade e com a inimizade, mas uma paz honrosa, que resulta da justiça, da fé e do amor.  

Se seguirmos assim estas preciosas qualidades, encontraremos outros fazendo o mesmo - aqueles "que, com um coração puro, invocam o Senhor" - com os quais devemos nos associar. A separação não significa o isolamento. As Escrituras nos mostram que sempre haverá aqueles com os quais poderemos estar associados ou reunidos.

Portanto, estas passagens das Escrituras fornecem, ao povo de Deus, instruções precisas para os dias de hoje.
Não nos sugerem, nem uma só vez, que saiamos fora da Casa de Deus. Para fazê-lo, teríamos que sair totalmente fora deste mundo. Mas do mesmo modo que não podemos sair da Casa, somos responsáveis de nos apartarmos do mal que há dentro da Casa. Não nos é dito que voltemos a construir a Casa.  

É, portanto. nossa responsabilidade, andarmos na luz do que foi no princípio, e que aos olhos de Deus ainda existe, e isto apesar de todo o fracasso do homem. Estas três coisas são necessárias:

- O reconhecimento de Cristo como "a Cabeça".

- O governo e guia do Espírito Santo.

- O atuar de acordo com as Escrituras.  

"Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela" (Ef 5:25). Querido leitor, está o seu coração pronto para corresponder a isto?   [Este texto é uma porção resumida e adaptada de "The Church in a day of ruin", um capítulo de "Perspectives on the True Church" por Hamilton Smith.] 
  

O menino raptado

"O que faço, não compreendes agora, mas o compreenderás mais tarde" Jo 13.7 (Bíblia de Jerusalém)
Um imigrante europeu que havia se estabelecido à beira de uma floresta no Canadá, tinha um bom relacionamento com os índios das vizinhanças e de mui grado aceitava os seus serviços. Vivia ali com sua mulher e um filhinho que era a sua alegria. Porém, as terras que procurava explorar eram de pouca fertilidade.

Um dia, um dos índios chegou a sua casa e, mediante sinais, procurava levá-los à floresta. Eles se recusavam a segui-lo pois não compreendiam suas intenções. Pouco depois, o índio voltou e renovou sua tentativa, mas sem êxito. Então, ao ver o berço do menino, tomou-o e o levou sob o olhar aterrorizado de seus pais. Estes se puseram a perseguí-lo, suplicando-lhe que devolvesse seu tesouro. O índio acabou se detendo em uma ampla clareira da floresta onde crescia uma abundante pastagem. Ao lhes devolver o menino, deu a entender que podiam se mudar para aquelas terras, muito mais férteis que o lugar onde estavam instalados. E assim o fizeram, ajudados por seu amigo, e para grande prosperidade.

Queridos pais que choram por um filho amado: Acaso Deus não agiu com vocês como o índio da história? Ele quer que vocês O sigam, talvez chorando e sem compreender, mas Ele quer atrai-los a Si próprio para fazer com que apreciem o Seu amor. Sim, Ele quer lhes dar uma porção melhor do que todos os bens deste mundo, uma felicidade eterna na casa paterna, na qual vocês voltarão a encontrar aqueles que os precederam na viagem até lá. [autor desconhecido]

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" Mt 11.28

Servir ao Senhor ajudando outros

Teremos notado alguma vez o importante trabalho de um irmão chamado Onesíforo? Podemos aprender dele uma lição muito proveitosa, em especial nestes dias em que há muitos filhos de Deus isolados, sendo-lhes muito difícil, senão impossível, reunirem-se com outros crentes para comunhão com o povo do Senhor.

Paulo, escrevendo a respeito de tal servo, disse: "Onesíforo... muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias, antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou" (2 Tm 1.16-18). Resumindo, temos esta referência dos bons e oportunos serviços desse irmão em favor do apóstolo e algo muito sugestivo para os que tiverem o coração repleto de Cristo.

"Quanto me ajudou." Vemos que este estimado homem de Deus, qual brisa matinal, fresca e suave, confortou o coração do grande apóstolo. Se alguma vez Paulo pôde sentir-se contristado e abatido, ali estava esse irmão para o confortar, com amor, enquanto reanimava o espírito do apóstolo, solidarizando-se com ele nas suas prisões.

Teremos nós consolado algum irmão que traga coração abatido? Teremos procurado reanimá-lo a fim de poder continuar no caminho? Se assim for, devemos continuar a fazê-lo sempre que possível.

Vejamos como Paulo trata com pormenores aquilo que Onesíforo lhe fez: "Com muito cuidado me procurou e me achou" (vers. 17). Irmãos, existem hoje inúmeros filhos de Deus espalhados por toda a parte, os quais podemos buscar e achar. É possível que eles necessitem ser procurados e achados. Tal serviço será considerado por Aquele que foi a encontro da mulher samaritana junto ao poço de Sicar. Ele conhece-os, e não deseja esquecê-los. Mais do que isto, Ele deseja ver-nos saindo à procura deles, fazendo-os recordar dos laços que nos unem uns aos outros e todos nós a Cristo, na Sua glória.

Onesíforo ajudou o apóstolo tanto em Roma como em Éfeso. De que maneira não sabemos. Mas o Senhor o sabia. E qualquer serviço realizado pelos Seus servos era precioso, como o próprio Senhor testifica disso na Sua Palavra, dizendo: "Quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste" (Mt 25.40). Queira Deus que estejamos sempre preparados, com corações desejosos de O servir, enquanto ajudamos aqueles que são Seus. [autor desconhecido]

A expectativa - H. Witherby



https://youtu.be/ox1Sz2XNHW0

Amado, paremos um pouco para considerar quanto tempo ainda nos resta até que vejamos a face do Senhor! Sua face, Sua própria face, Aquele que é "o mais distinguido entre dez mil" (Ct 5.10 V. Atualizada), o "totalmente desejável" (Ct 5.16) - Jesus, nosso Senhor. Alguns de nós ainda são jovens; outros já estão velhos, mas mesmo que Ele não venha nos buscar no tempo de vida que nos resta aqui, Ele não tardará. Se for este o caso, ainda assim é certo que no máximo em pouquíssimos anos já estaremos vendo Jesus.

Resumo profetico - C.E. Lunden

 Relação dos principais acontecimentos proféticos envolvendo a Igreja e Israel: a ressurreição dos salvos, o arrebatamento, a volta dos judeus à sua terra, o Império Romano revivido, a grande tribulação, o anticristo, a besta, a derrocada da cristandade professa, o reino milenial, Armagedom, a vinda de Cristo, o juízo final etc.
  1. A volta de Judá e Benjamim à sua terra natal nos coloca em tempos proféticos. (Is 17,18). Sua volta é sem que creiam na Palavra de Deus e isso os levará a um desesperador infortúnio. (Is 17.9-11). 
  2. Esperamos para qualquer momento a vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatar os crentes para os céus, para estarmos Consigo. (1 Ts 4.15-18). Esse evento será a primeira parte da primeira ressurreição dos santos, incluindo tanto aqueles que estão vivos como aqueles que morreram na fé desde os dias do Éden. (1 Co 15).
  3. O Espírito de Deus faria antes com que os nossos corações se fixassem no Assunto principal: o Filho do homem, Cristo; Aquele que irá reger todas as nações no Seu tempo determinado, com o qual estarão os santos arrebatados. Ele será o Centro de toda a glória e isto será notório a todos. (Ap 12.5).
  4. O Senhor Jesus, o Filho do homem, se assentará nos céus, em Seu trono de juízo, em conformidade com Seus atributos de Criador e Redentor. (Ap 4.11; 5.7-10).
  5. O início da angústia, tribulação e dor de Jacó (Judá), por ocasião do arrebatamento da Igreja, incluirá muitos eventos tais como invasões, terremotos, guerras civis, fome, pestes e morte. O dinheiro não terá nenhum valor e será desprezado. A agricultura em moldes primitivos substituirá os métodos modernos. (Is 7.21-25).
  6. O príncipe do povo Romano (ou líder dos povos ocidentais) fará uma aliança por sete anos para proteção de Judá, porém a romperá na metade dos sete anos, deixando-os indefesos contra o ataque do inimigo. (Dn 9.27).
  7. Uma guerra nos céus entre os anjos fará com que Satanás seja lançado fora dos céus em direção à terra, trazendo grande tribulação. A "hora da tentação" na Europa ocidental e a grande tribulação para Judá irão ocorrer de forma generalizada e simultaneamente. (Ap 3.10). Sabendo que o seu tempo se abrevia, Satanás introduzirá falsos profetas com seus sinais e maravilhas para enganar, se possível fora, os próprios eleitos. (Ap 12.7-9; Mt 24.24).
  8. Durante esse período haverá indizível sofrimento sob uma compulsória idolatria, com a apostasia debilitando a civilidade e tornando a vida pública e privada intolerável; pais e filhos se denunciando mutuamente e despedaçando o lar. (Mc 13.12). O comércio será imensamente afetado, resultando em profunda instabilidade no mundo dos negócios. (Ap 8.9).
  9. O evangelho do reino será pregado a todas as nações sobre a terra. (Mt 24.14).
  10. Entre os Judeus, o amor para com Deus se esfriará, mas o verdadeiro remanescente que crer no evangelho do reino permanecerá. (Mt 24.13). Todas as doze tribos serão seladas antes que se dê início ao tempo de tribulação. (Ap 7.1-12).
  11. Os homens ricos que juntaram tesouros para si próprios experimentarão as conseqüências na grande tribulação, mas os santos oprimidos serão confortados pela esperança da vinda do Senhor em Seu reino. (Tg 5.1-6; Ap 9.4).
  12. A mulher, ou Catolicismo, se colocará em uma posição imperial, controlando o império Romano, uma comunidade de nações ocidentais, compelindo à idolatria as massas de súditos Romanos. (Ap 8.8,9). Desta maneira ela estará "assentada sobre uma besta". (Ap 17.3-7).
  13. Um Cordeiro será visto sobre o Monte Sião reunindo o remanescente de Judá para o reino vindouro. Os cento e quarenta e quatro mil, um número simbólico, serão preservados durante o juízo e nesse ínterim aprenderão os cânticos dos céus por meio dos santos celestiais. (Ap 14.1-5).
  14. O evangelho eterno será pregado, chamando os homens a se lembrarem de seu Criador, a temerem a Deus e darem glória a Ele, pois a hora do Seu juízo está para chegar. (Ap 14.6,7).
  15. O império Romano será encabeçado pela besta, o imperador. Dez poderes, chamados de dez chifres, receberão poder da besta por uma hora e, havendo se tornado reis, entregarão seu poder e forças à besta. Unidos, eles odiarão a prostituta e, tornando-a desolada e nua, comerão a sua carne e por fim a queimarão no fogo. Esses eventos mostram que essa mulher que estava montada na besta, controlando-a, tornar-se-á nojenta aos dez chifres que se empenharão em derrubá-la. (Ap 17.3-6, 16).
  16. Embora seja permitido que os propósitos enganadores de Satanás amadureçam, a mulher finalmente será julgada por Deus por intermédio dos propósitos dos dez reis. (Ap 19.2).
  17. (A história de Acabe e Jezabel ilustra de uma maneira figurada a conexão entre a besta e a mulher. 1 Rs 21).
  18. Após a ascensão da primeira besta, descrita acima, em seu caracter diabólico (a besta pessoal), uma segunda besta se levantará em Jerusalém, onde a apostasia gentílica e judaica estarão centralizadas, que será chamada de homem de pecado ou Anticristo. A adoração do Anticristo, imposta a todos, trará indizível angústia sobre as consciências dos Judeus, não em suas circunstâncias, porém em suas mentes e corações. Esse será o primeiro "ai". (Ap 9.1-12).
  19. O segundo "ai" cairá sobre a besta, na forma de um incontável exército de guerreiros montados em cavalos que cruzarão o Eufrates vindos do oriente para matar e espalhar falsas doutrinas - ateísmo, islamismo, etc. - pela Europa oriental. (Ap 9.12-21).
  20. Babilônia, a grande cidade, antes conectada com a mulher e com a Cristandade degenerada, cairá na mais baixa degradação e se tornará num covil de demônios, os agentes ativos do Anticristo, para enganar e apostatar completamente as nações. (Ap 18.2).
  21. (Os céus se encherão de alegria, como nunca antes, por ocasião das bodas do Cordeiro. Ap 19.7,8.) Os homens serão forçados pelo Anticristo a adorarem a besta. Como resultado eles receberão sua "marca" que trará servidão por toda a terra. (Ap 13.16-18).
  22. O império Romano (veja Dn 7), com uma fúria e crueldade inigualáveis, sujeitará toda a terra sob sua tirania. (Dn 7.7,8). Essa terrível e medonha besta, extremamente poderosa, devorará e esmigalhará a terra profética, além de pisar o restante (aqueles que se encontram fora da terra profética) com seus pés. (Dn 7.7).
  23. Naquele tempo se dirá: "Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?" (Ap 13.4).
  24. Enquanto isso, Deus irá empregar os Assírios como Sua vara de juízo para que passem através da terra de Judá e invadam o Egito, um antigo inimigo. Os aliados dos Assírios saquearão Jerusalém. (Dn 11.40-45).
  25. Em Jerusalém e cercanias metade das pessoas será tomada pelo juízo e a outra metade deixada para o reino. (Zc 14.1-3). Por toda a terra dois terços serão mortos e um terço poupado. (Zc 13.8,9).
  26. Os últimos mártires, fiéis ao Senhor e que não aceitaram a marca da besta, serão mortos, o que trará as sete últimas pragas. Então a segunda ou última parte da primeira ressurreição fechará a porta dos céus para sempre. (Ap 20.4; 15.1,2).
  27. Quando os céus estiverem completos, com todos os convidados presentes, a ceia das bodas do Cordeiro terá lugar. (Ap 19.9).
  28. A paz nos céus estará assegurada (Hb 12.22,23) antes que Cristo venha para estabelecer a justiça e trazer paz sobre a terra. (Lc 19.38).
  29. Os navios de Quitim (marinha ocidental) afligirão a Assíria e a Pérsia. (Nm 24.24).
  30. O reino da besta cairá em desordem e confusão quando Satanás for acorrentado, dando início ao dia do Senhor. (Ap 20.1,2).
  31. A besta e o Anticristo serão vencidos em Armagedom e lançados vivos no lago de fogo. (Ap 19.20).
  32. Em Armagedom as quatro monarquias de Daniel 7 cairão juntas. Aqueles reinos que mantiveram Israel cativo por muitos anos encontrarão seu fim na destruição do império Romano, e o remanescente fiel de Judá será libertado. (Dn 2.35,45; Jl 2.18,19).
  33. A destruição chegará até a Europa e suas colônias, e irão perecer pela espada, não deixando vivos nem mesmo aqueles que poderiam sepultar os mortos por todo o império Romano. (Jr 25.29-33).
  34. O Senhor porá os Seus pés sobre o Monte das Oliveiras. (Zc 14.4). O arrependimento das duas tribos por haverem se apartado de Jeová, e o fato de o Senhor estabelecer o Seu reino em Judá anunciarão um novo dia para Israel. (Zc 12.7).
  35. As dez tribos perdidas retornarão, chorando, à sua terra nativa de Israel. (Jr 50.4).
  36. O assédio das tribos pagãs contra Israel continuará por quarenta e cinco dias, durante os quais Israel aprenderá a confiar totalmente no Senhor como Aquele que os guardará do mal. (Zc 12.2; Is 27.2,3).
  37. Gogue (Rússia, a grande Assíria) e todas as suas hostes marcharão em direção a Josafá (o vale do juízo) onde no lagar do dia do Deus Todo-Poderoso serão esmagados. É ali, sobre as montanhas de Israel, que os exércitos de Gogue serão exterminados e sepultados. Gogue será lançado no lago de fogo. (Ap 16.14; Ez 38; Is 30.31-33).
  38. Esta será a humilhação de todas as nações, e todo olho verá Jeová quando Ele vem dos céus com todos os Seus santos para por fim à disputa de Sião. (Is 34.8; Ez 38).
  39. O lagar significa juízo que se estende por cerca de trezentos e vinte quilômetros de Megido até Edom, o último campo de batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso. (Ap 14.19,20).
  40. O Senhor separará as ovelhas dos bodes. As ovelhas são aqueles de todas as nações que cuidaram dos servos do Senhor. (Mt 25.33).
  41. Após o completo livramento, Israel, família por família, chorará por seus pecados e desobediência como nação. Esse será um arrependimento nacional. (Ez 20.43; Zc 12.12-14).
  42. O Filho do homem Se assentará no Seu trono de glória por sobre a terra para reinar em justiça em Sião que tanto amou (Jr 23.5). "Mas o juízo voltará a ser justiça, e hão de segui-lo todos os retos de coração". Sl 94.15. (Veja também Sl 99).
  43. O dia milenial trará uma nova ordem na divisão das tribos de Israel quando se assentarem em sua própria terra. (Ez 40-48).
  44. Os sacrifícios serão restabelecidos, não para salvação, mas para levar os olhos a contemplarem a poderosa redenção já consumada, que salvou Israel do eterno "ai". (Ez 40-48).
  45. No final Satanás será solto e guiará homens ao ataque contra a amada cidade de Jerusalém. Fogo vindo dos céus destruirá os rebeldes que haviam participado da bênção milenial. (Ap 20.7-10).
  46. Satanás encontrará o seu destino no lago de fogo. (Ap 20.10).
  47. O grande trono branco, o último tribunal, encerrará os desígnios de Deus sobre a terra. Todos os que permaneceram em suas sepulturas, rejeitadores do testemunho de Deus quanto ao sacrifício, dentre todas as eras, serão ressuscitados para serem julgados e serem lançados no lago de fogo. (Ap 20.11.15).
  48. Aqueles que foram poupados, ainda vivendo sobre a terra por ocasião do juízo de fogo sobre os rebeldes, serão colocados em uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra serão queimados com grande estrondo. (2 Pd 3.10 Trad.JND; Ap 21.1). [C.E. Lunden - Christian Treasury Fev. 1990]

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